Em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta segunda-feira, 8, na sede do Sindicato, funcionárias e funcionários das financeiras aprovaram a proposta apresentada pela Fenacrefi e encerraram a Campanha Nacional 2018.

O acordo garante reajuste de 3% nos salários e em todas as cláusulas econômicas, inclusive PLR. O reajuste corresponde à reposição da inflação (INPC entre 1º de junho de 2017 e 31 de maio de 2018) mais 1,22% de aumento real.

Com a proposta aprovada, a assinatura do acordo ocorre nesta terça-feira, 9, em São Paulo e as diferenças salariais virão no final do mês. Já o adiantamento da PLR deverá ser feito em até dez dias.

O acordo é de dois anos e garante todos os direitos da CCT até 31 de maio de 2020. Em 2019, os trabalhadores terão 1% de aumento real.

“A força dos trabalhadores garantiu, na mesa de negociação, aumento real em 2018 e 2019, além de assegurar todos os direitos já conquistados pela categoria”, afirmou Marco Aurélio Alves, que representa o Sindicato dos Bancários de BH e Região no Comando Nacional dos Financiários.

Negociação

Um dos maiores impasses da negociação referiu-se à criação de cláusula nova para regularizar o enquadramento de trabalhadores que fazem concessão de créditos e financiamentos em lojas e concessionárias de automóveis como financiários, e regulamentar os trabalhos aos finais de semana. A proposta do Comando era a garantia de um final de semana completo e um domingo de folga por mês, mas especificamente para esses trabalhadores. E as financeiras queriam ampliar a cláusula para todos os financiários.

O objetivo, com a nova cláusula, era regulamentar a situação desses empregados que hoje não são considerados financiários. Porém, as financeiras queriam acrescentar um trecho que permitiria estender o trabalho aos finais de semana para toda a categoria. Por isso, houve um impasse na mesa, que só se resolveu com a retirada da cláusula da proposta e com a criação de uma comissão formada por representantes dos sindicatos e das empresas para estudar a situação.

A Comissão de Enquadramento e Trabalho aos Sábados, Domingos e Feriados deve começar a se reunir a partir de março de 2019.

Índice

O reajuste inicialmente proposto era de 3,09%, mas por conta do impasse com a nova cláusula, a Fenacrefi (federação das financiarias) ameaçou retroceder para os 2,96% da primeira proposta da negociação. Após muito debate e resistência dos representantes dos trabalhadores, o reajuste proposto ficou em 3%.

Gratificação de função

Quanto à cláusula de gratificação de função, que prevê 55% de comissionamento, somente em caso de ações trabalhistas futuras e caso se descaracterize o comissionamento, reconhecendo como devidas as horas extras, será descontado em execução o que já foi pago. Isso já tem sido praticado pela Justiça Trabalhista em algumas ações em andamento.

A mudança não impacta aos trabalhadores ativos, tampouco nas ações anteriores à assinatura do acordo.

Férias

Outra conquista aos trabalhadores foi a possibilidade de parcelar em até três vezes o adiantamento de férias, que atualmente é descontado integralmente no mês posterior ao descanso.

Validade de dois anos

As demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foram mantidas e têm validade de dois anos, entre 2018 e 2020. Para 2019, ficou garantida a reposição da inflação com o 1% de aumento real.

O Comando negociou um percentual para a manutenção da negociação, com desconto de 1,5% do salário corrigido e da PLR. O teto para o desconto nos salários é de R$ 250,00 e na PLR de R$ 200,00.

 

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e SP Bancários

 

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