Financiárias e financiários aprovaram, em Assembleia virtual realizada nos dias 21 e 22 de outubro, as propostas de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e de PLR conquistadas nas negociações com a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi). Com isso, a categoria encerra mais uma Campanha Nacional vitoriosa, garantindo reajustes e os direitos da CCT.

Para 2020, a proposta aprovada prevê 1,13% de reajuste nos salários e nos salários de ingresso, com abono de R$ 1.000,00. Todos os benefícios terão reajuste integral do INPC, isto é, correção de 2,05%. Para 2021, reajuste nos salários, inclusive os de ingresso, pelo INPC integral do período, acumulado no período de 1º de junho de 2020 a 31 de maio de 2021.

Sobre a Participação dos Lucros e Resultados (PLR), a proposta aprovada para 2020 é de manutenção, na íntegra, das regras já estabelecidas na PLR-CCT vencida. Apenas aplica, sobre os valores fixos, o valor integral do INPC para 2020. Para 2021, será criada uma mesa para discutir um modelo de PLR.

Também está prevista contribuição negocial para fortalecer a luta do movimento sindical em defesa dos direitos dos trabalhadores.

A Convenção Coletiva de Trabalho será assinada com a Fenacrefi após o encerramento das assembleias de outros sindicatos do país.

“Mesmo com as dificuldades que enfrentamos nas negociações, que tiveram início em junho, conseguimos chegar a um acordo que assegura os direitos das financiárias e dos financiários. No atual cenário de muitas incertezas e ataques aos direitos dos trabalhadores, garantir reajuste e a CCT por dois anos é uma importante vitória”, afirmou Carolina Gramiscelli, secretária do Ramo Financeiro da Fetrafi-MG/CUT e negociadora da mesa com a Fenacrefi.

O diretor do Sindicato, Marco Aurélio Alves, que também participa das negociações com as financeiras, destacou que a força dos trabalhadores está na unidade. “É muito importante que financiárias e financiários estejam unidos e que participem da luta, junto ao Sindicato, para continuarmos avançando. A Assembleia que aprovou o acordo é mais um espaço democrático para esta participação”, explicou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

 

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