A Comissão de Organização dos Financiários se reuniu, nesta quinta-feira, 1º de outubro, com a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e discutiu a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por dois anos.

Para 2020, a proposta é 1,13% de reajuste nos salários e nos salários de ingresso, com abono de R$ 1.000,00. Todos os benefícios terão reajuste integral do INPC, isto é, correção de 2,05%. Para 2021, reajuste nos salários, inclusive os de ingresso, pelo INPC integral do período, acumulado no período de 1º de junho de 2020 a 31 de maio de 2021.

Sobre a Participação dos Lucros e Resultados (PLR), a proposta para 2020 é de manutenção, na íntegra, das regras já estabelecidas na PLR-CCT vencida. Apenas aplica, sobre os valores fixos, o valor integral do INPC para 2020. Para 2021, será criada uma mesa para discutir um modelo de PLR.

As financeiras desistiram da proposta de inclusão de nova cláusula referente ao sistema alternativo eletrônico de controle de jornada de trabalho na CCT. A Comissão de Organização dos Financiários argumentou que essa demanda deva ser tratada diretamente entre financeiras e sindicatos.

“Conseguimos assegurar os direitos conquistados na Convenção Coletiva de Trabalho e tivemos avanços nas cláusulas econômicas e sociais. Na atual conjuntura, com tantos ataques aos direitos dos trabalhadores e a crise econômica, temos que valorizar esta proposta conquistada nas negociações”, afirmou Carolina Gramiscelli, que é Secretária do Ramo Financeiro da Fetrafi-MG/CUT e negociadora da mesa com a Fenacrefi.

Para Marco Aurélio Alves, diretor do Sindicato que também participa das negociações, a campanha foi dura e longa. “Mas as financiárias e os financiários, por meio da atuação firme dos sindicatos, conseguiram manter a Convenção Coletiva e assegurar o reajuste, mesmo diante do cenário adverso de pandemia e dos riscos enfrentados por todos os demais trabalhadores”, destacou.

A Comissão de Organização dos Financiários orienta a aceitação da proposta. Em breve, as entidades sindicais orientarão sobre as assembleias em que os financiários vão deliberar sobre essa proposta.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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