Funcionárias e funcionários das financeiras realizam, nesta segunda-feira, dia 8 de outubro, às 17h30 em primeira convocação e às 18h em segunda convocação, Assembleia Geral Extraordinária na sede do Sindicato.

Em pauta, estão a avaliação e a deliberação sobre proposta apresentada pela Fenacrefi aos trabalhadores no dia 1º de outubro de 2018, assim como desconto a título de contribuição negocial decorrente da negociação coletiva.

A Contraf-CUT orienta a aprovação da proposta que oferece 3% de reajuste nos salários e todas as cláusulas de natureza econômica, inclusive PLR.

Um dos maiores impasses da negociação com as financeiras referiu-se à criação de nova cláusula para regulamentar o trabalho aos finais de semana dos trabalhadores que fazem concessão de créditos e financiamentos em lojas e concessionárias. A proposta do Comando Nacional era a garantia de um final de semana completo e um domingo de folga por mês para estes trabalhadores.

O objetivo, com a nova cláusula, era regulamentar a situação desses empregados que hoje não são considerados financiários. Porém, as financeiras queriam acrescentar um trecho que permitiria estender o trabalho aos finais de semana para toda a categoria. Por isso, houve um impasse na mesa, que só se resolveu com a retirada da cláusula da proposta e com a criação de uma comissão formada por representantes dos sindicatos e das empresas para estudar a situação.

A Comissão de Enquadramento e Trabalho aos Sábados, Domingos e Feriados deve começar a se reunir a partir de março de 2019.

“A força dos trabalhadores garantiu, na mesa de negociação, aumento real em 2018 e 2019, além de assegurar todos os direitos já conquistados pela categoria”, afirmou Marco Aurélio Alves, que representa o Sindicato dos Bancários de BH e Região no Comando Nacional dos Financiários.

Índice

O reajuste inicialmente proposto era de 3,09%, mas por conta do impasse com a nova cláusula, a Fenacrefi ameaçou retroceder o reajuste para 2,96%. Após muito debate e resistência dos representantes dos trabalhadores, o índice proposto ficou em 3%.

Gratificação de função

Quanto à cláusula de gratificação de função, que prevê 55% de comissionamento, somente em caso de ações trabalhistas futuras e caso se descaracterize o comissionamento, reconhecendo como devidas as horas extras, será descontado em execução o que já foi pago.

Isso já tem sido praticado pela Justiça Trabalhista em algumas ações em andamento. A mudança não impacta aos trabalhadores ativos, tampouco nas ações anteriores à assinatura do acordo.

Férias

Outra conquista dos trabalhadores foi a possibilidade de parcelar em até três vezes o adiantamento de férias, que atualmente é descontado integralmente no mês posterior ao descanso.

Validade de dois anos

As demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foram mantidas e têm validade de dois anos, entre 2018 e 2020. Para 2019, ficou garantida a reposição da inflação com o 1% de aumento real.

O Comando negociou um percentual para a manutenção da negociação, com desconto de 1,5% do salário corrigido e da PLR. O teto para o desconto nos salários é de R$ 250,00 e na PLR de R$ 200,00.

 

 

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

Compartilhe: