Em Assembleia virtual realizada nos dias 1º e 2 de julho, funcionárias e funcionários do Banco do Brasil de BH e Região aprovaram o Acordo Coletivo de Trabalho Emergencial (Pandemia Covid-19). A Assembleia contou com 419 votos no total, sendo 389 (92,84%) favoráveis ao acordo, 28 (6,68%) contrários e 2 (0,48%) abstenções.

Entre os destaques do acordo conquistado, estão a reclassificação dos dias 7, 8, 9, 28 e 29 de abril, desconto de 10% do total de horas negativas, com 18 meses para pagar, e o compromisso de não descomissionamento por desempenho até o final da pandemia.

A conquista do não descomissionamento é fundamental para garantir a comissão e o salário dos funcionários até, pelo menos, o fim do decreto de calamidade pública, que vai até 31 de dezembro de 2020. Caso o decreto seja prorrogado, a garantia aos trabalhadores será mantida pelo mesmo período.

Além disso, os trabalhadores conquistaram que seja mantido o critério de grupos de risco. Desta forma, continua valendo o que está divulgado pelo banco no hotsite Coronavírus e o que for aprovado nas deliberações da Mesa de Negociação Nacional Permanente sobre a Covid-19.

O acordo prevê, ainda, a preservação de 15 dias de férias em aquisição, impossibilitando que o banco zerasse as férias dos trabalhadores, banco de horas positivas garantido e pago conforme o Acordo Coletivo de Trabalho e a manutenção da redução de jornada para os funcionários que estão trabalhando, sem redução de salários.

A diretora do Sindicato, Luciana Bagno, que participa das discussões com o banco, destacou que a negociação foi difícil e o acordo conquistado representa uma maior proteção para funcionárias e funcionários. “Era muito importante a aprovação pelos próprios bancários e o resultado da Assembleia online, com mais de 90% de votos favoráveis, mostra que os funcionários do BB estão cientes disso”, afirmou.

 

 

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