Funcionárias e funcionários do Banco do Brasil de BH e região elegeram, nesta terça-feira, 17 de setembro, delegadas e delegados que participarão do Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB. A plenária foi realizada na sede do Sindicato.

O Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB será realizado no dia 28 de setembro em São Paulo. Ele foi deliberado durante o 30º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil e terá caráter organizativo, buscando amplificar e unificar a defesa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi).

No Congresso Nacional dos Funcionários realizado no começo de agosto, foram debatidas e encaminhadas ações a serem adotadas para a defesa da Cassi.

Já no dia 22 de agosto, funcionárias e funcionários realizaram um dia de luta em todo o Brasil para defender a Caixa de Assistência. Em Belo Horizonte, o Sindicato promoveu um ato em frente à CliniCASSI-BH.

A Contraf-CUT, por meio da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB vem empenhando esforços pela reabertura de negociação e encaminhamento de uma solução para o custeio da Cassi.

Recentemente, o Banco do Brasil negou o pedido de prorrogação do Memorando de Entendimentos feito pela Contraf-CUT e demais entidades que negociam uma solução para a Caixa de Assistência (Anabb, AAFBB, FAABB e Contec). O memorando, firmado em 2016 e com validade até dezembro de 2019, garante o aporte extraordinário de cerca de R$ 500 milhões por ano ao Plano Associados, sendo 60% deste valor de responsabilidade do banco e outros 40% de responsabilidade dos associados.

Outra reivindicação das entidades negada foi o adiantamento dos recursos de responsabilidade do banco com o custeio do Grupo de Dependentes Indiretos (GDI). São cerca de R$ 450 milhões, suficientes para recompor reservas exigidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O banco deixou, no entanto, uma fresta da porta aberta, ao responder que a antecipação dos valores do GDI só pode ser avaliada pelo banco conjuntamente com uma solução definitiva para a Cassi.

O GDI é formado por dependentes indiretos, tais como pais e mães de associados, inscritos na Cassi até o final da década de 1990. Por decisão dos associados, a sua inclusão não é mais permitida, mas o banco arca vitaliciamente com parte do custeio dos dependentes que estavam inscritos até a data da mudança estatutária.

Para Rogério Tavares, diretor da Fetrafi-MG/CUT, “é importante o engajamento dos funcionários na luta em defesa da nossa Cassi. Participe das ações propostas pelo Sindicato para pressionarmos o BB a negociar uma solução de custeio para nossa Caixa de Assistência”.

 

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