O Banco do Brasil anunciou, no início de fevereiro, uma série de medidas que vão alterar a forma de remuneração na instituição. Diante de mais um ataque aos direitos, que trará prejuízos para os funcionários, será realizado um Dia Nacional de Luta nesta quarta-feira, 12 de fevereiro.

Serão realizados atos em todo o país e funcionárias e funcionários se vestirão novamente de preto para mostrar sua indignação.

Com a reestruturação, o banco alega que potencializará os ganhos dos funcionários, com foco no reconhecimento a partir de seus desempenhos. Porém, análise realizada pela Contraf-CUT dos principais pontos da proposta mostra que a verdade é bem diferente.

Veja abaixo:

Redução da gratificação

Atualmente, é muito pequeno o número de funcionários que não têm gratificação de função. Desta forma, a redução de remuneração fixa vai atingir a grande maioria dos funcionários.

Redução da PLR

Além de reduzir o valor de referência (VR) da gratificação que o funcionário recebe mensalmente, o banco também reduz o valor da PLR paga aos funcionários, uma vez que esta leva em conta o VR.

Assim, além de terem perda de remuneração mês a mês, os funcionários perderão também na PLR. Não se pode esquecer, ainda, que há reflexos no valor do FGTS, 13º, entre outros.

Mudanças só valem para novos

O banco tenta amenizar os prejuízos que serão causados aos funcionários. Sabe-se que o BB, periodicamente, decide fazer uma reestruturação obrigando as pessoas a irem para cargos e extinguindo outros.

Isso faz com que todos os funcionários fiquem sujeitos a essas mudanças. Aliás, faz parte das mudanças atuais a extinção de cargos e a criação de outros.

Equiparar desempenho ao do mercado

O banco esconde que seu desempenho é melhor do que o dos bancos privados, como mostram os índices de eficiência dos bancos do Banco Central. No gráfico de eficiência, fica claro que a liderança do BB é histórica. Também no aspecto tecnológico, o banco se equipara ao mercado e não precisa se “adequar” para competir com os bancos privados.

Bônus aumentará remuneração

Bônus é uma verba remuneratória que não se incorpora ao salário e não conta para o cálculo de FGTS, férias, 13º. O funcionário é iludido de que está ganhando mais com o bônus, mas, na ponta do lápis, ele perde. Além disso, é um “benefício” que o banco decide unilateralmente. Pode dar ou tirar quando quiser e para quem quiser.

Meritocracia

As metas também são definidas unilateralmente pelo banco. Poucos funcionários conseguem cumpri-las, ainda mais que, com as mudanças, para fazer jus ao bônus, o funcionário precisará cumprir 120% da meta. O que o banco quer é pagar um adicional para executivos indicados pelo governo.

Retenção de talentos

O presidente do BB, Rubem Novaes, que quer privatizar o banco a qualquer custo, alega que o Banco do Brasil tem dificuldade de reter talentos. A verdade é que ele quer aumentar os salários de executivos de Brasília, nomeados pelo governo, que foram indicados pelo mercado e ocupam cargos de confiança. Dos funcionários concursados, a proposta é reduzir os salários. A perda de remuneração pode chegar a 15%.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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