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Ato foi realizado em frente ao prédio do banco na rua Rio de Janeiro, 750, em Belo Horizonte, onde se localiza a Agência Belo Horizonte

Diante das negativas e falta de resposta do Banco do Brasil para as reivindicações de proteção dos funcionários, em função do processo de reestruturação do banco, funcionárias e funcionárias realizaram, nesta quarta-feira, 7, mais um Dia Nacional de Luta. O Sindicato paralisou as atividades das agências Belo Horizonte, Rua Paracatu e Avenida Afonso Pena.

Além disso, foi realizado um ato em frente ao prédio do Banco do Brasil localizado na rua Rio de Janeiro, 750, no centro de BH. A “Porta do Inferno” foi instalada no local para chamar a atenção da população para os horrores vividos pelos funcionários do banco e também para denunciar os prejuízos que serão causados a todos os brasileiros com o desmonte do banco.

Na última mesa de negociação, que ocorreu no dia 1º de dezembro, em Brasília, o banco se recusou a passar informações aos representantes dos trabalhadores sobre a reestruturação, como a planilha dos cargos e dotações cortadas em cada prefixo. O banco também não respondeu claramente o que vai acontecer com aqueles que não conseguirem realocação.

Sob o comando do governo ilegítimo de Temer, o BB anunciou fechamento de 402 agências e a transformação de outras 379 em postos de atendimento. Somente em Belo Horizonte, a reestruturação prevê o fechamento de 11 agências. As mudanças envolvem ainda o corte de mais de 9 mil postos de trabalho e vão provocar redução salarial de milhares de funcionários, caso estes não sejam realocados.

Os funcionários voltaram a reafirmar que são contrários às medidas e também cobraram do banco respostas quanto à extensão da Verba de Caráter Pessoal (VCP) – que tem como objetivo garantir a remuneração daqueles que perderão seus cargos ou tiveram suas agências extintas. Foi proposto ao banco que seja criado um VCP permanente, nos moldes da verba 226 do plano de funções. Mas o BB não deu resposta quanto à reivindicação, alegando que o assunto ainda está sob análise, assim como o VCP para os caixas efetivos e substitutos.

Para realocação dos funcionários, foi proposto ao banco que, no TAO Especial criado com esta finalidade, seja adotado o critério de priorização e maior pontuação para a escolha dos funcionários na lateralidade. Mais uma vez, o banco não deu resposta aos trabalhadores.

Uma nova negociação entre representantes dos funcionários e o Banco do Brasil está marcada para esta quinta-feira, 8. Também foi agendada reunião sobre o modelo digital dentro da reestruturação para o próximo dia 14 de dezembro.

Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, explica que o Dia Nacional de Luta do Funcionários do BB também serve para chamar a atenção da sociedade para os prejuízos que serão causados pela reestruturação. “Não estamos falando só de desemprego, de cada família que será prejudicada. Estamos alertando os brasileiros sobre o desmonte de um dos principais patrimônios do país. Vivemos um período dramático de ataques aos direitos dos trabalhadores. Dentro o Banco do Brasil, o clima é de pânico entre os funcionários, que mereciam estar sendo valorizados pelo seu trabalho, e não cortados pelo banco”, afirmou.

Confira mais imagens do Dia Nacional de Luta abaixo:

Agência Rua Paracatu

Agência Rua Paracatu

Agência Rua Paracatu

Agência Rua Paracatu

Agência Avenida Afonso Pena

Agência Avenida Afonso Pena

Prédio da rua Rio de Janeiro / Agência Belo Horizonte

Prédio da rua Rio de Janeiro / Agência Belo Horizonte

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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