Foto: Arquivo Sindicato

Em assembleia realizada nesta quarta-feira, 28, na sede do Sindicato, os funcionários do BDMG, em sua maioria gerentes do banco, reavaliaram a proposta do Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2012 e decidiram, por ampla maioria, aceitá-la da forma como foi originalmente proposta.

O Sindicato convocou a referida assembleia na expectativa de que os funcionários de todas as áreas comparecessem para avaliar o que fazer diante do impasse nas negociações com o banco e seguir com a luta. Porém, durante a reunião ficou claro que, entre os presentes, não havia disposição para dar continuidade à mobilização no sentido de forçar o banco a alterar a proposta.

Sendo assim, um dos participantes solicitou que colocássemos novamente em votação a proposta rejeitada na primeira assembleia e a mesma foi aprovada por 49 votos a favor, um contra e duas abstenções.

Fica claro que, no BDMG, há uma profunda divisão entre grupos de interesses divergentes, levando em conta que a primeira assembleia, no dia 10 de outubro, que contou com presença de muitos funcionários não comissionados, rejeitou o plano. Já nesta quarta-feira, 28, a maior parte dos funcionários presentes na assembleia foram os ocupantes de cargos gerenciais e pouquíssimos não comissionados compareceram.

O Sindicato lamenta que vários setores do banco não tenham comparecido à assembleia para expressar ou reafirmar suas posições em relação ao plano e alerta que esta política de recursos humanos, que privilegia o indivíduo e/ou alguns grupos em detrimentos do conjunto de trabalhadores, vai continuar se os funcionários não se organizarem. Exemplo disso foi a a reunião realizada com o presidente do BDMG, Matheus Cotta de Carvalho, no dia 14 de novembro, na qual ele afirmou que a tendência é de continuidade deste modelo de PPR, com o aumento das diferenças entre os funcionários.

Na avaliação do Sindicato, o funcionalismo do BDMG vive um momento difícil, onde as diferenças entre os grupos de funcionários do banco estão se aprofundando. Esta situação, originada pelo péssimo Plano de Cargos e Salários (PCS) implementado há 2 anos, só está piorando, uma vez que a atual diretoria do banco insiste em permanecer com práticas de recursos humanos nefastas e que privilegiam alguns setores em detrimento de outros.

O Sindicato reafirma a disposição de luta em defesa dos direitos dos empregados como um todo e conclama todos os setores do banco a se unirem para garantir melhores condições de trabalho, salário e emprego para todos os funcionários e funcionárias.

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