Em Assembleia online realizada nesta quinta-feira, 7 de maio, entre 8h e 20h, funcionárias e funcionários do Banco Votorantim e da BV Financeira, da base de BH e região, aprovaram por unanimidade um Acordo Coletivo de Trabalho conquistado pelos sindicatos para amenizar os efeitos das medidas provisórias 927 e 936 durante a pandemia.

A votação foi realizada em uma plataforma segura e específica para este fim, que ficou no ar entre 8h e 20h. O sistema foi utilizado para preservar a saúde dos trabalhadores diante da pandemia do coronavírus, garantindo ao mesmo tempo uma decisão democrática sobre o acordo.

Para Marco Aurélio Alves, diretor do Sindicato e representante dos trabalhadores em financeiras de Minas Gerais, os financiários de BH e região entenderam a importância de participarem da decisão de um importante acordo, frente a uma conjuntura perversa de pandemia. “Conquistamos um acordo que preserva os empregos e ainda mantém os salários líquidos inalterados. Assim, o valor que entrará na conta dos funcionários a cada mês não sofrerá alterações”, afirmou.

Carolina Gramiscelli, que é diretora da Fetrafi-MG/CUT, destacou que os trabalhadores da BV Financeira e do Banco Votorantim exerceram seu poder democrático e decisório através de um novo instrumento de avaliação. “Para proteger a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, a Assembleia foi 100% digital e auditável, mantendo a segurança e sigilo dos dados”, explicou.

Carolina ressaltou ainda que, com a aprovação do acordo, os empregos estarão garantidos por até 120 dias.

Acordo aprovado

As MPs 927 e 936 poderiam trazer diversos prejuízos aos funcionários, como a redução salarial em até 70% e a suspensão do contrato de trabalho. Com a atuação dos sindicatos e da Contraf-CUT, não haverá, na prática, redução dos salários líquidos e os empregos estarão garantidos por até 120 dias.

Haverá redução de 25% nos salários brutos, mas os representantes dos trabalhadores negociaram um abono que complementa o valor a ser recebido pelos funcionários durante a pandemia. Assim, o valor que entrará na conta dos funcionários a cada mês não sofrerá alterações.

Principais pontos

  • Estabilidade por até 120 dias com redução salarial e de jornada de apenas 25%;
  • Prazo de 60 dias;
  • O empregado deixará de trabalhar 5 (cinco) dias por mês;
  • Fará jus ao Benefício Emergencial da União (seguro desemprego);
  • Complemento salarial por Ajuda Compensatória (abono) de valor igual ao necessário para manter o mesmo valor líquido do salário mensal;
  • Estabilidade durante o período de vigência do acordo e por igual período após o restabelecimento da jornada e salário.

Banco de horas

  • Banco de horas durante o período da calamidade;
  • 18 meses para pagamento das horas negativas;
  • Pagamento com prorrogação de jornada de no máximo 2 horas por dia;
  • Em caso de demissão sem justa causa, o saldo negativo não será descontado;
  • Opção de utilizar 10 dias de férias para pagamento do saldo de horas, a pedido do empregado.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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