A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com banco, nessa quarta-feira, 11, para debater sobre o teletrabalho. Dentre as principais reivindicações estão o controle da jornada, ajuda de custo e o fornecimento de equipamentos e mobiliários adequados para os trabalhadores que permanecerão em home-office.

As negociações começaram ainda durante a Campanha Nacional dos Bancários, ocasião em que foi apresentada aos bancos uma Pesquisa sobre Teletrabalho elaborada pelo DIEESE, com cerca de 11 mil respondentes.

O Banco do Brasil concordou com o fornecimento de notebooks, mas adiantou que não pode se comprometer com a entrega antes do segundo semestre de 2021, pois a compra depende de licitação. O BB também se comprometeu em fornecer cadeiras e demais itens de ergonomia, como almofada para mouse e teclado, suporte para notebook e apoio para os pés (para pessoas de baixa estatura).

Um ponto polêmico é sobre a ajuda de custo que, segundo o BB, somente poderá ser paga a partir do segundo semestre de 2021. “O prazo para o fornecimento dos notebooks é compreensível em função da exigência de um processo de licitação. Porém, nada justifica a demora para o pagamento da ajuda de custo”, afirmou Luciana Bagno, diretora do Sindicato e representante de Minas Gerais nas negociações com o BB.

Pela proposta apresentada pelo banco, a ajuda de custo será oferecida somente para quem cumpre mais de 50% de sua jornada em teletrabalho. Cada funcionário, nesta situação, receberá R$ 80,00 por mês.

Durante a negociação, o BB ressaltou que as pessoas que estão em home office em função da pandemia não serão, necessariamente, as mesmas designadas para o teletrabalho pós-pandemia. A seleção do pessoal será feita de acordo com a elegibilidade dos processos e dos funcionários.

Outras reivindicações

Outra reivindicação dos funcionários é para que não haja aumento da cobrança pelo cumprimento de metas para funcionários em teletrabalho. “O home-office não deve ser entendido como um privilégio, assim como a cobrança por metas também não pode se dar de forma diferenciada da dos demais funcionários”, ressaltou Luciana Bagno.

Cursos para gestores sobre teletrabalho e relações com os funcionários, regulamentação e acompanhamento da jornada e direito de desconexão são outros pontos que estão em pauta.

As negociações sobre as reivindicações dos funcionários continuam na semana que vem.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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