Os funcionários e aposentados do Itaú da base de BH e Região têm sofrido com a burocracia, a falta de médicos credenciados, a ausência de informações e a precarização do atendimento do Plano de Saúde oferecido pelo banco.

Desde o início de abril deste ano, representantes de funcionários da ativa e aposentados vêm discutindo nas reuniões entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE-Itaú Unibanco com o Comitê de Acompanhamento do Plano de Saúde (CAPS) e a área de benefícios e relações de trabalho do banco a situação do Plano. Durante essa fase dos debates, os trabalhadores têm solicitado ao Itaú todas as informações necessárias para analisar a situação atual e elaborar uma nova proposta de Plano de Saúde visando solucionar os problemas enfrentados pelos beneficiários da ativa e aposentados. No CAPS, o Sindicato é representado pelo funcionário do banco e diretor Ted Silvino.

Além da burocracia e da demora de credenciamento de novos médicos, o atual plano de saúde do Itaú enfrenta o crescimento do número de descredenciamentos, o que esvazia a rede de médicos com consequente precarização da assistência médica. Segundo o funcionário do Itaú, membro do Conselho Fiscal do Plano de Saúde e diretor do Sindicato, Antônio Guimarães (Magaiver), o Plano deve ser um benefício, e não um problema na vida dos funcionários. “Muitas vezes, ao invés de o Plano de Saúde ser um benefício para os funcionários, acaba se transformando em um problema na sua vida, já que trabalhadores são obrigados a procurar atendimentos ou tratamentos por conta própria, sem assistência do banco, devido à precariedade da cobertura oferecida. Chega-se ao absurdo do funcionário ter que fazer cotação de material cirúrgico”, afirmou.

O funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Cléber Wolbert, ressalta que vários bancários passam por situações de sofrimento durante o trabalho. “O Itaú potencializa o adoecimento dos seus funcionários ao cobrar metas inatingíveis, além de possuir alguns gestores que colocam o resultado acima de qualquer coisa, com métodos absurdos e assédio moral para alcançar performance e o índice de eficiência. Todos estes fatores, somados ao temos constante da demissão, tornam precárias as condições de trabalho daqueles que o banco chama de colaboradores”, enfatizou.

Para o funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Ted Silvino, os funcionários do Itaú Unibanco precisam de um plano de saúde que atenda às necessidades dos bancários, sem que haja distinção de operadora. “Precisamos de um plano de saúde que trabalhe junto ao setor de saúde ocupacional do banco para minimizar os impactos da complicada gestão de pessoas do Itaú Unibanco. O Sindicato espera poder contar com opiniões e sugestões dos funcionários para garantir a construção de um plano de saúde que realmente atenda aos interesses de todos com respeito e dignidade”, afirmou.

Confira os principais problemas enfrentados com o plano de saúde do Itaú:

– burocracia e demora no credenciamento de médicos;
– quantidade excessiva de descredenciamentos;
– demora no pagamento aos médicos credenciados;
– demora na autorização de exames e cirurgias;
– não autorização de exames e cirurgias;
– demora para marcação de consultas com médicos;
– escassez de algumas especialidades médicas;
– dificuldade para inclusão de dependentes;
– dificuldade de acesso à Central de Atendimento;
– dificuldade para encontrar médicos em cidades da região metropolitana de Belo Horizonte e do interior do estado;
– dificuldade de atendimento fora do estado de Minas;
– altos reajustes do plano dos aposentados;
– altos reajustes de quem fez a opção do upgrade no plano de saúde;
– altos reajustes para quem tem agregados no plano;
– alto custo do plano de saúde dos aposentados.

Compartilhe: