09/03/2012

 

Foto: Arquivo SEEB

Durante a manifestação realizada no dia 7 de março último, pelo Dia Nacional de Luta pela Jornada de 6 Horas, em Belo Horizonte, os funcionários do Banco do Brasil aprovaram uma moção de repúdio às brigas políticas envolvendo a direção do banco e a Previ, através dos seus presidentes.

A imprensa nacional tem noticiado constantemente a disputa de poder do banco com o fundo de pensão dos funcionários e denunciado escândalos de provável quebra de sigilo de clientes e ex-funcionários do banco.

Ao invés de assumir seu papel de banco público que deve cumprir  o seu papel social contribuindo com o desenvolvimento sustentável da economia, com distribuição de renda e fomentando o crédito, ajudando os pequenos e médios produtores, não é isso que acontece. Nos últimos anos, o BB tem feito uma administração com foco nos gestores dos altos cargos, com altos salários.

Esses gestores se  cacifam e deixam o banco para atuar no mercado financeiro. 

Como se não bastasse,  o BB tem liderado o ranking de instituições que recebem mais reclamações de clientes, como o Procon, por práticas bancárias irregulares, como fornecimento de crédito sem assinatura de cliente, abertura de contas bancárias sem autorização e pela prática da venda casada. E mais, vem crescendo o passivo trabalhista do banco, por não respeitar leis trabalhistas como, por exemplo, a jornada dos bancários de seis horas.

Não é de hoje que o movimento sindical tem denunciado o desvio de foco do BB. Se por um lado, não vemos o banco aumentar o crédito produtivo, ser o indutor no mercado de redução de spread e tarifa e ser o banco de menor passivo trabalhista; por outro, vemos o banco vez por outra envolvido em denúncias de irregularidades, gestores saindo da empresa e levando toda a expertise para o mercado. Isso vem acontecendo desde 2007, quando o BB gastou R$ 1 bilhão em um programa de afastamento, perdendo 7 mil gestores de alto escalão.

 O Sindicato tem denunciado o desrespeito do banco em relação ao tratamento dispensado aos funcionários que sofrem com o assédio moral, as metas abusivas, a falta de segurança nas agências e o desrespeito à jornada de 6 horas, uma conquista histórica dos trabalhadores. Os funcionários exigem que o governo federal intervenha imediatamente no Banco do Brasil e exige providências para que o banco retome a sua função de banco público fomentador do desenvolvimento do país e que respeite aqueles que são os principais responsáveis pelo crescimento do seu patrimônio, que são os funcionários.
 O Banco do Brasil deve cumprir a sua função social a serviço do Brasil e dos brasileiros. Já a Previ é um patrimônio dos trabalhadores construído para garantir a aposentaria de milhares de funcionários do BB e assim deve permanecer.

 

Compartilhe: