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Após a democracia ser covardemente golpeada com a conclusão do processo que cassou o mandato da presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente por mais de 54 milhões de votos, é hora de reagir. Os trabalhadores precisam se preparar para enfrentar cada um dos ataques que certamente virão. É momento de união e mobilização na defesa dos direitos duramente conquistados, contra o desemprego e por uma sociedade menos desigual.

Está claro que o golpe na democracia afetará profundamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade e dos brasileiros e brasileiras que mais precisam da manutenção e ampliação dos direitos e das políticas sociais duramente conquistadas.

Todas as propostas divulgadas até agora pelos golpistas são contra os interesses da classe trabalhadora. É o caso do corte de verbas para os programas de alfabetização, já anunciado oficialmente pelo governo ilegítimo. Já o congelamento de gastos públicos por 20 anos, atrelados somente à correção da inflação, vai deixar milhões de pessoas sem os serviços essenciais de saúde, educação, segurança e lazer hoje existentes.

No que diz respeito às conquistas trabalhistas, os golpistas já anunciaram um ataque brutal à carteira de trabalho e a todos os direitos delas decorrentes, como 13º, férias remuneradas, horas extras, descanso semanal e outros. O negociado sobre o legislado vai abandonar os trabalhadores e trabalhadoras à própria sorte, colocando-os para negociar os direitos contidos na CLT diretamente com os empresários, sem a proteção adequada e sem regras.

Além de apontarem para o fim da política de valorização do salário mínimo, os golpistas também se voltam contra aposentados e pensionistas, com anúncio de medidas como a redução de até 40% do valor dos benefícios, a desvinculação dos reajustes dos benefícios ao salário mínimo e o aumento da idade mínima para 65 ou 70 anos, também igualando-a para homens e mulheres.

Como se não bastasse, direitos recentemente conquistados, como mecanismos de proteção à vida e à dignidade das mulheres, dos negros, dos indígenas, da população LGBT, são alvo de ataques e zombarias.

Mais do que nunca, o mote dos bancários na Campanha Nacional 2016 reforça sua importância: só a luta te garante.

No dia 22 de setembro, será realizado um Dia Nacional de Paralisação em todo o país e, ao lado da CUT, o Sindicato dos Bancários de BH e Região, fazendo valer a sua tradição de luta, irá organizar os trabalhadores para combater o desemprego e impedir a retirada de direitos, defendendo um Brasil de todos os brasileiros.

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