Diante da grave crise que se instala no Brasil devido ao coronavírus, os bancos públicos mostram mais uma vez o seu importante papel para a economia brasileira. O Banco do Brasil, por exemplo, irá liberar R$24 bilhões para linha de crédito pessoal e R$48 bilhões de crédito para empresas, de acordo com a medida anunciada pelo governo Bolsonaro, na tarde desta quarta-feira, 18.

Para o secretário Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Gustavo Tabatinga Jr., neste momento, o Banco do Brasil atua como instrumento de recuperação. “Temos que garantir agora que haja direcionamento prioritário para as empresas que efetivamente possam gerar e garantir os empregos, caso contrário, a injeção de recursos seria inócua”, afirmou.

Essa não é a primeira vez que o governo recorre aos bancos públicos. Em 2008, eles também tiveram que socorrer a economia durante a crise financeira mundial. “Agora, sentimos as consequências das reformas trabalhistas e da Previdência, e das políticas fiscais como o Teto de Gastos, aprovadas pelo governo, que deixaram os trabalhadores e o país ainda mais vulneráveis e despreparados para uma crise”, disse Tabatinga Jr.

Desde que tomou posse, o atual governo promoveu uma série de cortes de investimentos em políticas públicas e insiste na privatização do patrimônio público. “Os bancos públicos são fundamentais para o desenvolvimento do país. Neste momento de crise e de pandemia, são os bancos públicos e as estruturas públicas que socorrem a população. Se os bancos públicos estivessem privatizados nesse momento, a banca privada simplesmente fecha seus cofres e guarda seu patrimônio. Por isso, não podemos deixar que vendam o nosso patrimônio”, concluiu o secretário Geral da Contraf-CUT.

Além da liberação da linha de crédito, o governo também irá liberar recursos do Bolsa Família, antecipar o 13º salário do INSS e o adiamento do pagamento do FGTS pelas empresas e do Simples Nacional por três meses. Também irá reduzir temporariamente o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos médicos de combate ao coronavírus.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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