Depois de um intenso e longo debate, funcionários do BB conseguiram arrancar novos avanços na proposta para as reivindicações específicas do funcionalismo. A proposta foi aprovada pelos bancários presentes na assembleia que lotou o auditório do Sindicato na noite desta quarta-feira, 26 de setembro.

Entre outros itens, o BB, pela primeira vez, aceitou colocar no acordo coletivo data para implantar quadro de funções comissionadas com jornada de seis horas; concorda em aderir à cláusula de combate ao assédio moral da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, que tem a participação dos sindicatos na intermediação da denúncia e do processo de apuração. Os bancários conquistaram ainda, a inclusão de gratificação de caixa na carreira de mérito, retroativa a 2006, estabelecer como novo piso após estágio probatório (90 dias) o valor de R$ 1.948 (A2) e unificar os atendentes das CABB com um novo Valor de Referência (VR) de R$ 2.554.

 Também será instalada mesa temática para discutir ascensão profissional e comissionamentos e o banco aceitou estabelecer a regra de preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do país através do sistema de remoção automática (SACR) ou pela nomeação de concursados. Isso é muito mais democrático e transparente na questão da mobilidade interna. E a PLR foi negociada mantendo-se a regra anterior sem vínculo do módulo bônus ao Novo Sinergia, que individualiza as metas. Será usada a mesma referência no resultado coletivo (ATB).

?Depois de um longo período de negociação, construímos uma proposta que atendeu as reivindicações tiradas como prioritárias para o funcionalismo, que contempla o compromisso de implantação da jornada de 6 horas, carreira de mérito para os caixas e o aumento do piso de ingresso logo após os 90 dias, dentre outras conquistas importantes. Foi a  força da greve e a unidade da categoria que pressionaram o banco a apresentar soluções de temas que estamos reivindicando há muitos anos?, afirmou Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e representante da Fetraf-MG na mesa de negociação.

Conheça a proposta do BB para as reivindicações específicas do funcionalismo:

1. Atendentes CABB
Unificação das comissões: banco propõe unificar as comissões atendentes B e A, em comissão a ser denominada atendente, cujo VR será de R$ 2.554,20.
Redução da trava para concorrência: reduzir para 12 meses o período mínimo a cumprir para concorrência.

2. PCR
Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40

3. Promoção de nível inicial de carreira A:
novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira.

4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados.

5. Adesão ao protocolo para prevenção de conflitos da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, definindo como canal específico a Diref.
6. Ascensão profissional e comissionamento: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal.
7. PLR
Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013), e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários, sendo no primeiro semestre:
Escriturários: R$ 3.303,60
Caixas executivos: R$ 3.674,97
Comissionados: 45% do VR mais módulo bônus (baseado em ATB e não no Sinergia).
8. SACR
* Concorrência de comissionados a remoção – Permitir que o comissionado concorra a remoção sem necessidade de dispensa da comissão.
* Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados.
9. Incorporação da verba de gratificação semestral de 25% – GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para simplificar a folha de pagamento, sem nenhum prejuízo salarial ao funcionário.
10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012
Serão mantidas todas as cláusulas que não foram objeto de alterações na presente proposta, inclusive a trava contra o descomissionamento arbitrário, que exige do banco três avaliações insatisfatórias e consecutivas de desempenho.

Será ainda assinado o seguinte instrumento, separado do acordo coletivo:

Jornada de 6h para comissionados
Implantar até janeiro/2013 novo plano de comissões com jornada de 6 horas para determinados cargos comissionados.
Instalar Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar propostas de acordo individual sobre o tema, tão logo implantado o plano.

*Os sindicatos que aderirem ao acordo macro da Contraf-CUT se comprometem a suspender por 180 dias, contados da implantação do novo modelo, as ações judiciais promovidas pelos sindicatos relativas às comissões do novo plano, independentemente da fase processual.

 

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