Fotos: Patricia Penna

A greve continua forte em seu 20º dia, com crescente mobilização de bancários e bancárias. Após assembleia realizada nesta segunda-feira, 7, a categoria decidiu pela continuação do movimento até que os bancos apresentem proposta que atenda às suas justas reivindicações. Nesta terça-feira, 8, a concentração foi realizada a partir das 11h30 em frente à agência Matriz do Mercantil do Brasil, na praça Sete, no Centro de Belo Horizonte.

Em todo o país, cresce a cada dia o número de agências, departamentos e centros administrativos com atividades paralisadas. Na base de BH e Região, cerca de 65% das unidades não funcionaram nesta terça-feira, 8. O último balanço realizado pela Contraf-CUT apontou que, em todo o Brasil, foram 11.717 agências, departamentos e centros administrativos paralisados na segunda-feira, 7, representando grande crescimento desde o primeiro dia de greve, quando o número foi de 6.145.

A última proposta apresentada pela Fenaban ao Comando Nacional dos Bancários na última sexta-feira, 4, foi considerada insuficiente e rejeitada nas assembleias. Os bancos propuseram reajuste de 7,1% sobre os salários (ganho real de 0,97%) e 7,5% sobre os pisos (ganho real de 1,34%). A proposta mantém as mesmas regras de PLR do ano passado, com 10% de reajuste sobre a parcela fixa.

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada no último dia 19, após aprovação em assembleia realizada no dia 12 de setembro na sede do Sindicato. A primeira proposta apresentada pela Fenaban, no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais sem aumento real, foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13 cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

Nesta quarta-feira, 9, nova assembleia será realizada às 18h30 na sede do Sindicato, na rua Tamoios, 611, no Centro de Belo Horizonte, para aprofundar o debate sobre a greve e definir os rumos do movimento. O presidente do Sindicato, Cardoso, ressalta a importância de, amanhã, os bancários em greve irem em massa para as portas das agências e prédios que estão funcionando para convencer os colegas a aderirem ao movimento e aumentar ainda mais o poder de pressão da greve. “Amanhã, temos que redobrar o nosso trabalho de convencimento junto aos colegas que ainda não aderiram à greve. É muito importante, mesmo não tendo nenhuma nova proposta da Fenaban, que às 18h30 todos venham para a assembleia no Sindicato para que juntos possamos, com calma, aprofundar o debate sobre o movimento”, afirmou.

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