Fotos: Patricia Penna

No oitavo dia de greve, continua crescendo a adesão de bancárias e bancários ao movimento na base do Sindicato dos Bancários de BH e Região e em todos os estados da federação. Nesta quinta-feira, 26, cerca de 53% das agências, departamentos e centros administrativos da base paralisaram suas atividades. A categoria mostra sua indignação diante da intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos públicos federais, que até hoje não apresentaram nova proposta para atender as reivindicações dos bancários.

Desta vez, a concentração foi realizada a partir das 11h30 em frente à agência do Itaú, na rua Rio de Janeiro, 471, na praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, quando ocorreu  nova assembleia às 13h, que definiu pela continuidade da greve. Também nesta quinta-feira, o Comando Nacional dos Bancários está reunido, em São Paulo, para fazer um balanço da primeira semana de paralisação. O presidente do Sindicato, Cardoso, participa da reunião.

Nesta sexta-feira, 27, quando a greve completa nove dias, os bancários se concentrarão, a partir das 10h, em frente à agência do Bradesco na rua Curitiba, 570, no centro de Belo Horizonte. No mesmo local, às 11h30, será realizada assembleia para discutir os rumos do movimento.

O número de agências, departamentos e centros administrativos de bancos públicos e privados com as atividades paralisadas em todo o Brasil continua crescendo a cada dia. Segundo dados da Contraf-CUT, no dia 19 de setembro, o primeiro dia de greve, foram 6.145 dependências paralisadas em todos os estados e no Distrito Federal. Este número cresceu para 7.282 no segundo dia, 9.015 na segunda-feira, 23 de setembro, 9.665 na terça e 10.024 nesta quarta-feira, 25.

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada no último dia 19, após aprovação em assembleia realizada no dia 12 de setembro na sede do Sindicato. A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sem aumento real, foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação.

Dentre as reivindicações, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13a cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

A diretora de Cultura do Sindicato, Eliana Brasil, que conduziu a assembleia desta quinta-feira, enfatizou a importância da participação de todos na greve para ampliar o movimento e mostrar a força da categoria. “Nós sabemos que os banqueiros não possuem sensibilidade social para perceber que nossas reivindicações são justas. Mas vamos mostrar para eles que a mobilização é a nossa maior arma e que juntos somos fortes e vamos garantir e ampliar conquistas”, afirmou.


 CAIXA – Pará de Minas (Foto: Arquivo Sindicato)

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