A greve nacional dos bancário se fortalece a cada dia ao se ampliar na Capital e se alastrar para outras cidades do interior. Nesta terça-feira, 11 de outubro, o movimento se ampliou e atingiu 88% de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados na Capital e no interior do estado. Ao completar 15 dias hoje, a greve tomou conta de Belo Horizonte e vem se alastrando pelo interior do estado com adesões de cidades importantes como Betim, Itaúna, Pará de Minas, Sete Lagoas, dentre outras, onde praticamente 100% dos bancários paralisaram suas atividades.

Nesta terça-feira, 11 de outubro, os bancários promoveram o Dia do Preto, com concentração em frente a agência Século da CAIXA, na rua Carijós, 218, esquina com rua Espírito Santo e  às 15 horas  realizaram assembleia que deliberou pela continuidade da greve.

Na quinta-feira, 13 de outubro, cada bancário deverá usar blusa ou camisa com as cores do seu banco para demonstrar a boa vontade dos bancários em reabrir as negociações com os bancos que fecharam o diálogo. Às 15 horas, desta quinta-feira, os bancários realizam nova assembleia em frente o banco Itaú, na rua Carijós, 455, esquina da rua Espírito Santo.

Em reunião ocorrida no dia 11, na sede da Contraf-CUT, na capital paulista, o Comando Nacional dos Bancário avaliou que a greve é forte em todo o país com adesões espontâneas dos bancários impedindo o refluxo do movimento. Segundo dados da Contraf-CUT divulgados a partir de informações prestadas por sindicatos de todo o país, nacionalmente a greve se ampliou nesta terça-feira e atingiu mais de 9 mil agências e centros administrativos de bancos públicos e privados paralisados em 26 estados e Distrito Federal. O Comando Nacional definiu ainda pela realização, na próxima sexta-feira, dia 14 de outubro, de protestos em todo país contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. Os sindicatos irão organizar manifestações, com a participação de movimentos sociais, denunciando a falta de responsabilidade social dos bancos, que acumulam lucros estrondosos e não garantem contrapartidas aos trabalhadores e à sociedade brasileira.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

O presidente do Sindicato, Cardoso, reafirma a importância de intensificar a mobilização para quebrar o silêncio dos banqueiros e forçar a abertura de negociações. “Vamos intensificar  mais a nossa mobilização e fazer uma greve ainda mais forte nesta quinta-feira para pressionar a direção dos bancos públicos e privados a abrirem o diálogo e apresentarem uma proposta decente para a categoria”, ressalta.

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