Foto: Leopoldo Rezende

Após oito dias de forte greve nacional, que vem crescendo dia a dia, a Federação de Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, nesta terça-feira, 25, uma nova proposta econômica, que eleva para 7,5% o índice de reajuste dos trabalhadores; para 8,5% o aumento do piso salarial e dos auxílios-refeição e alimentação; e para 10% a parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), assim como dos tetos da regra básica e do adicional.
Os bancários deflagraram a greve nacional no dia 18 de setembro, depois de rejeitarem a proposta anterior dos bancos, de 6% de reajuste sobre todas as verbas salariais. Desde então o movimento vem se fortalecendo cada dia mais em todo o país.

Em Belo Horizonte e várias cidades da base territorial do Sindicato, nesta terça-feira, o movimento se ampliou e atingiu cerca de 85% das agências e departamentos da CAIXA que mantiveram suas atividades paralisadas, o mesmo acontecendo com 80% das agências e centros administrativos do Banco do Brasil. Já nos bancos privados, 122 agências mantiveram suas portas fechadas durante todo o dia.

 Ontem, os bancários fizeram concentração em frente ao prédio da agência Século da CAIXA, na rua Carijós, esquina com rua Espírito Santo, no centro de Belo Horizonte, quando decidiram pela continuidade da greve.

Hoje às 13 horas haverá concentração no mesmo local. Às 14 horas os bancários se encontrarão com os trabalhadores dos Correios e outras categoria em greve quando sairão em passeata pelas principais ruas do centro da Capital até o prédio da agência Centro do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 725. Em seguida, rumarão para o Sindicato onde farão assembleia às 16h30 para avaliar e deliberar sobre a nova propostas da Fenaban.

Para a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, foi a força da greve em todo o país que arrancou essa nova proposta da Fenaban. “A greve já começou forte e a cada dia que passa se amplia ainda mais por todo o Brasil. Na base de BH e Região, o número cada vez maior de bancos que vêm paralisando suas atividades deixa claro para os banqueiros que a nossa principal arma é essa capacidade de mobilização, fruto da garra e da determinação da categoria”, afirmou.

 

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