Fotos: Alessandro Carvalho

Nesta quinta-feira, 2, terceiro dia de greve, bancárias e bancários de BH e região intensificaram a mobilização e ampliaram as paralisações das atividades, chegando a 209 unidades de trabalho de bancos públicos e privados. Em todo o Brasil, a adesão de bancárias e bancários continua crescendo e, de acordo com balanço realizado pela Contraf-CUT, neste terceiro dia foram paralisadas as atividades em 9.379 agências e departamentos em todos os estados e no Distrito Federal.

Seguindo o calendário nacional da Campanha 2014, a categoria realizou um ato público, nesta quinta-feira, em frente à sede do Banco Central, em Belo Horizonte, para protestar contra a independência do órgão e pela valorização dos bancos públicos. Na manifestação, estiveram presentes representantes da CUT Estadual e da CUT Nacional.

“Durante o ato, o Sindicato alertou a população sobre o que significa um Banco Central independente, que só beneficia os bancos privados e enfraquece os bancos públicos como instituições de fomento ao desenvolvimento do país, entregando a condução de nossa política macroeconômica ao mercado financeiro”, afirmou a presidenta do Sindicato Eliana Brasil.

Nesta sexta-feira, 3, bancárias e bancários continuam mobilizados e se concentram, às 11h, em frente ao prédio do Banco do Brasil na rua Rio de Janeiro, 750, no centro de Belo Horizonte.

Para Eliana Brasil, é de extrema importância a participação de todos. “É fundamental que todos estejam presentes no ato que realizaremos nesta sexta-feira para que possamos intensificar nossa mobilização e pressionar ainda mais os banqueiros, para que apresentem, imediatamente, uma proposta que realmente atenda as reivindicações da categoria e que valorize os trabalhadores”, cobrou.

Reivindicações

Na Campanha Nacional 2014, os bancários reivindicam reajuste salarial de 12,5%, PLR de três salários mais R$ 6.247, piso de R$ 2.979,25 e vales alimentação e refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 724 cada um. Além disso, cobram dos bancos mecanismos para a manutenção do emprego e mais contratações, o fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

A proposta da Fenaban apresentada no dia 27 de setembro, com reajuste de 7,35% nos salários e demais verbas salariais e 8% nos pisos foi considerada insuficiente pela categoria. Os bancos também se recusaram a avançar em discussões importantes relacionadas ao emprego, melhores condições de trabalho e saúde.

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