Foto: Leopoldo Rezende

No quarto dia da greve nacional por tempo indeterminado dos bancários o movimento se manteve forte na base de Belo Horizonte e Região. Nesta sexta-feira, 21 de setembro, nada menos que 78% das agências e departamentos da CAIXA mantiveram suas atividades paralisadas, o mesmo acontecendo com 73% das agências e centros administrativos do Banco do Brasil. Já nos bancos privados, 114 agências mantiveram suas portas fechadas durante todo o dia.
Na última sexta-feira, após realizarem concentração em frente a agência do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 725, no Centro de Belo Horizonte, os bancários da base de BH e Região decidiram pela continuidade da greve. Nesta segunda-feira, 24, os trabalhadores farão assembleia às 16 horas, na sede do Sindicato, na rua tamoios, 611, no Centro da Capital, quando avaliarão a greve e decidirão os rumos do movimento.

Em nível nacional, dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf) dão conta de que as paralisações atingiram 9.092 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e Distrito Federal. As informações foram enviadas à Contraf-CUT até as 18h pelos 123 sindicatos e 10 federações que integram o Comando Nacional dos Bancários.

No primeiro dia de greve, terça-feira, dia 18, 5.132 agências foram fechadas. Já no segundo dia, as paralisações alcançaram 7.324 unidades de trabalho e no terceiro dia 8.527 . O crescimento da greve nesta sexta-feira superou também o quarto dia do movimento no ano passado, quando 7.865 unidades foram fechadas.

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada em assembleia realizada no dia 12 de setembro em resposta à intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos federais que se recusam a atender as reivindicações da categoria. A proposta apresentada pelos bancos no dia 28 de agosto, de 6% de reajuste sobre todas as verbas salariais foi recusada pelos trabalhadores, pois significa aumento real de apenas 0,58%.

“Desde o primeiro dia de greve os bancários vem demonstrando uma grande disposição de luta contra a intransigência dos banqueiros que se recusam a negociar as nossas reivindicações. Esse silêncio irresponsável dos bancos está deixando os bancários cada vez mais indignados e fazendo com que o movimento se amplie com uma rapidez nunca vista por todo o país. É um absurdo que mesmo com os lucros exorbitantes alcançados no último semestre os banqueiros se mantenham irredutíveis. Já está na hora de a Fenaban marcar uma nova negociação e apresentar uma proposta decente que contemple o reajuste de 10,25% (5% de aumento real), valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. Se isso não acontecer, com certeza a greve se fortalecerá ainda mais”, enfatizou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Confira as principais reivindicações dos bancários
Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
Piso salarial de R$ 2.416,38.
PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
Jornada de 6 horas para todos
Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral.

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