Ao completar hoje, 10 de outubro, 14 dias, a greve nacional dos bancários vai aumentar ainda mais a pressão sobre os bancos para que eles retomem o diálogo e apresentem uma proposta digna para a categoria. Amanhã, às 10 horas, o Comando Nacional dos Bancários se reúne, em São Paulo, para avaliar a greve e buscar ampliar ainda mais o movimento. A reunião ocorrerá na sede da Contraf-CUT (Rua Líbero Badaró, 158 – 1º andar), no centro da capital paulista.

A greve se mantém forte em todo o país e na base de BH e região. Nesta segunda feira, 11 de outubro, a greve atingiu 86% de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados na Capital e do interior do estado. Segundo dados da Contraf-CUT divulgados a partir de informações prestadas por sindicatos de todo o país, nacionalmente a greve se ampliou e atingiu 9.090 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados paralisados em 26 estados e Distrito Federal.

Em assembleia realizada nesta segunda-feira, 10 de outubro, às 18 horas, na sede do Sindicato, mais de 300 bancários deliberaram pela continuidade da greve por tempo indeterminado. Os bancários farão amanhã, terça-feira, o Dia do Preto, com concentração em frente a agência Século da CAIXA, na rua Carijós, 218, esquina com rua Espírito Santo. Às 15 horas haverá assembleia para deliberar sobre os rumos da greve e em seguida os bancários sairão em passeata pelas principais ruas do centro da Capital até o prédio do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 750.

A greve teve início no dia 27 de setembro, quando os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou a grande capacidade de mobilização dos bancários que mantiveram a greve forte após mais um fim de semana. ?Os bancários da base de BH e Região mais uma vez estão demonstrando um exemplo de garra, coragem e capacidade de organização nesta greve. Nestes 15 dias de paralisações passamos por dois fins de semana sem que houvesse qualquer sinal de refluxo do movimento. Isso é a prova do compromisso da categoria com a luta em defesa dos nossos direitos. Vamos continuar firmes e mostrar aos bancos que a nossa greve é cada dia mais forte, porque forte é a nossa disposição de enfrentar os banqueiros até que eles atendam as nossas reivindicações”, afirmou.

Foto: Leopoldo Rezende

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