Os bancários completam hoje, 3 de outubro, sete dias de greve sem que os banqueiros acenem com novas negociações. Diante do silêncio dos representantes dos bancos, o Comando Nacional dos Bancários, do qual o Sindicato faz parte, se reuniu nesta segunda-feira, em São Paulo, para avaliar o movimento e buscar ampliar a greve nesta semana. A avaliação é que a greve é muito forte em todo o país e que os bancários precisam intensificar ainda mais a mobilização para pressionar os bancos públicos e privados a retomarem as negociações.

Durante o dia de hoje, os bancários da base de BH e Região realizaram um ato público às 11h30 em frente agência do Bradesco, na avenida Afonso Pena com rua Tupinambás e às 15 horas, em assembleia na sede do Sindicato, deliberaram pela continuidade do movimento por tempo indeterminado. Amanhã, terça-feira, dia 4, às 11h30, os bancários realizam nova assembleia em frente o prédio do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 750, no centro da Capital, para decidir sobre os rumos da greve.

O movimento é forte em todo o país e na base de BH e Região a greve se ampliou e já atinge 85% de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados na Capital e no interior do estado de Minas Gerais. Nacionalmente, a greve nacional também cresceu nesta segunda-feira e atingiu todos os 26 estados e o Distrito Federal, com a adesão dos funcionários de Roraima. A categoria paralisou 7.950 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30 de hoje.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida dia 23 de setembro, em São Paulo. Os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou a disposição do Comando Nacional dos Bancários que sempre apostou no diálogo e na negociação para resolver o impasse. “Ao contrário do que é afirmado no site da Fenaban e em outros veículos de comunicação, são os bancos que resistem em apresentar uma proposta digna para a categoria. Nós do Comando Nacional estamos dispostos a negociar e para isso ficamos de plantão todo o dia de hoje, mas os representantes dos bancos não fizeram nenhum aceno nesta direção. Por isso, vamos intensificar ainda mais a mobilização para pressionar os banqueiros a retomarem as negociações e apresentar uma proposta digna para a categoria”, afirmou.

 

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