Iniciada no dia 27 de setembro, a greve nacional dos bancários continua forte. Ao completar hoje 9 dias, o movimento já atinge 85% de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados na Capital e no interior do estado de Minas Gerais. Nacionalmente, a greve também cresceu nesta terça-feira e atingiu todos os 26 estados e o Distrito Federal, com a adesão dos funcionários de Roraima. A categoria paralisou 8.328 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos.

Ontem, às 11h30, os bancários da base de BH e Região realizaram assembleia em frente ao prédio do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 750, no centro da Capital, onde deliberaram pela continuidade da greve por tempo indeterminado. Deliberaram também pela realização do Dia do Preto nesta quarta-feira, quando todos os bancários devem ir para as ruas vestidos de preto para denunciar à população o desrespeito dos banqueiros que até agora não se manifestaram para marcar uma nova negociação com os trabalhadores. Hoje às 15 horas, haverá ato público em frente a agência Século da CAIXA, seguido de assembleia e passeata.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida dia 23 de setembro, em São Paulo. Os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

“Diante da intransigência dos bancos públicos e privados que insistem em não apresentar uma proposta decente que atenda as nossas justas reivindicações, não nos resta outra alternativa a não ser fortalecer ainda mais a nossa mobilização e ampliar a greve. Todos devem comparecer de preto na manifestação de hoje para mostrar nossa indignação contra o desrespeito dos bancos que vêm se recusando a negociar. Apesar de acusar o Comando Nacional dos Bancários de não querer negociar, na verdade são os bancos que se mantêm intransigentes. Nos últimos dois dias ficamos a disposição dos representantes dos banqueiros que não apresentaram nenhuma proposta. Exigimos mais responsabilidade dos bancos e a reabertura do diálogo”, afirmou Cardoso, presidente do Sindicato.

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