Depois de serem desrespeitados em mesa de negociação, os empregados da CAIXA foram surpreendidos, nesta sexta-feira, dia 10 de novembro, com mais um ataque da direção do banco: a revogação do RH 151, que versa sobre a incorporação de função. O banco fez esse movimento antes da vigência da nova lei não podendo alegar o objetivo de se adequar à Reforma Trabalhista.

Para Dionísio Reis, coordenador Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), este é mais um ato que comprova o objetivo do governo federal em desmontar a CAIXA.

O coordenador da CEE/Caixa lembrou ainda que a representação dos empregados vinha negociando a garantia de direitos com a direção da CAIXA que incluía a incorporação de função que assegurava a estabilidade remuneratória dos trabalhadores, a garantia de emprego e a assinatura de um termo que poderia garantir a não utilização da nova lei trabalhista. “Agora, no entanto, a direção do banco e o governo travaram as negociações, não garantindo nem o emprego dos trabalhadores. Mas os empregados da CAIXA têm uma história de luta. Prova disso, que impediram a privatização do banco nos anos 1990. Em 2016, fizemos uma greve que garantiu um acordo de dois anos com todos os direitos, em 2017 participamos de duas greves gerais. Agora é de suma importância que os empregados da CAIXA se mobilizem para impedir desmonte do banco e de seus direitos. Daí a necessidade de atender o chamado dos Sindicatos e participar de todas as mobilizações”, destacou.

O Sindicato, juntamente com as demais entidades representativas dos empregados, buscará medidas cabíveis para assegurar na Justiça os direitos dos trabalhadores que já fazem parte do contrato de trabalho.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com a Contraf-CUT

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