Representantes dos funcionários do HSBC se reuniram nesta terça-feira, 4, com as direções do Bradesco e do HSBC para garantir a manutenção dos empregos e direitos dos trabalhadores, após o anúncio da venda. A reunião serviu para os trabalhadores conhecerem detalhes da negociação, como o fato de o comando das operações só serem transferidos em janeiro de 2016. Os bancos garantiram, na mesa, que não haverá demissão em massa.

O HSBC afirmou que o Bradesco, entre os interessados pela compra do HSBC, é o que apresenta maior complementariedade em relação a produtos, serviços e rede de agências. Com isso, haverá menos atritos e mais oportunidades.

Os representantes do Bradesco disseram que, em todos os negócios deste tipo comandados pelo banco, houve total transparência com o movimento sindical. Os dois bancos reiteraram a disposição de diálogo. Segundo o HSBC e o Bradesco, até que saia a aprovação da venda pelos órgãos responsáveis, que pode durar até seis meses, a gestão será do HSBC.

Durante o encontro, foi aberta a possibilidade de monitoramento, por parte dos sindicatos, das demissões até janeiro. Segunda a avaliação dos representantes dos trabalhadores, a necessidade do HSBC de ter um bom resultado em 2015 garante que não haverá demissões. Em relação ao Bradesco, os bancários reforçaram que cobrarão a promessa de que todos os funcionários serão aproveitados da melhor forma possível.

Fusões aumentam concentração do sistema bancário

O número total de empregados do HSBC no Brasil, em dezembro de 2014, era de 20.165 trabalhadores e o banco contava com 853 unidades de trabalho. Atualmente, o setor bancário brasileiro já vive um oligopólio. Em 2014, os seis maiores bancos passaram a concentrar 82,5% do Ativo Total do Sistema Bancário Brasileiro. Em 1999, esse mesmo índice era de 59%. Com relação às operações de crédito observa-se a mesma tendência: enquanto, em 1999, os seis maiores bancos possuíam pouco mais de 60% do total de operações de crédito do setor, em 2014 essa participação chegou a 84%.

Os cinco maiores bancos, antes da aquisição, concentravam 80% dos ativos, 84% do crédito, 87% dos depósitos à vista, 95% dos depósitos de poupança e 87% das agências. Depois da aquisição do HSBC, concentram 83% dos ativos, 86% do crédito, 92% dos depósitos à vista, 96% da poupança e 91% das agências.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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