Em reunião de mediação realizada nesta sexta-feira, 5 de dezembro, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais(SRTE/MG) com os representantes do banco Itaú Unibanco S/A, o Sindicato reafirmou a denúncia de que o banco está descumprindo a Convenção Coletiva  de Trabalho (CCT) ao fazer exposição de ranking de funcionários e continuar com as cobrança excessiva de metas.

Diante da insistência do banco em alegar que não está descumprindo a CCT, criou-se o impasse, e os representantes dos funcionários requereram a remessa do processo para o Ministério Público do Trabalho(MPT). O Sindicato foi representado pelos diretores Ramon Peres, Valdenia Ferreira, Cleber Wolbert e Jacqueline Cardozo, sendo que negociaram pelo Itaú Luis Cláudio Souza Padilha e Marina Isabel Letícia dos Santos.

O funcionário do banco e diretor do Sindicato Ramon Peres ressaltou que mesmo após o Sindicato apresentar os documentos que comprovavam o ranqueamento e a cobrança excessiva de metas, o banco continuou insistindo em negar que expõe ranking de funcionários.
“Não tivemos outro caminho. Diante da divergência de entendimento e na impossibilidade de o banco buscar alternativas para solucionar o caso, não houve conciliação e o Sindicato requereu que o processo fosse encaminhado ao Ministério Público do Trabalho para adoção das providências cabíveis”, explicou.

Lucro exorbitantes e demissões

Essa não é a única postura de desrespeito do Itaú para com os seus funcionários. Apesar do lucro líquido recorrente de R$ 14,959 bilhões nos nove primeiros meses de 2014, com crescimento de 34,1% em relação ao mesmo período do ano passado, o Itaú fechou 308 postos de trabalho  nos últimos 12 meses, na contramão da economia brasileira que abriu 904.913 novas vagas entre janeiro e setembro deste ano. Somente no terceiro trimestre, o lucro foi de R$ 5,5 bilhões, alta de 9,7%, segundo a análise feita pela Subseção do Dieese na Contraf-CUT.

O total de empregados da holding, em setembro de 2014, foi de 87.132 ante 87.440 em setembro de 2013, uma queda de 0,4%. A redução de postos de trabalho só não foi maior porque o banco passou a considerar, no segundo trimestre deste ano, os 1.194 empregados incorporados da da Credicard.

Alteração no plano de saúde prejudica funcionário
Como se não bastasse tudo isso, em reunião realizada no dia 1º de dezembro, com os representantes dos bancários do Itaú, o banco apresentou proposta com alterações no plano de saúde dos funcionários que, de forma geral, aumentam  os custos para os trabalhadores. Um dos principais pontos negativos na proposta do banco é a mudança da filosofia de cobertura do plano. O novo modelo torna o plano individualizado, diferente do padrão familiar que foi aprovado pelos funcionários em 2010.

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