Funcionários do Itaú que atuam na direção do Sindicato dos Bancários de BH e Região receberam perplexos, através da área de Relações Sindicais do banco, a informação de que não poderão confraternizar com seus colegas durante as festividades de fim de ano. A postura discriminatória do Itaú representa um ataque direto àqueles que sempre estiveram ao lado dos trabalhadores e a falta de reconhecimento do banco para com seus funcionários.

A justificativa apresentada pelo Itaú foi que ocorreram muitos conflitos durante a greve e que, por isso, a posição da direção é de não aceitar a participação dos funcionários que são dirigentes sindicais nas comemorações de fim de ano.

Os conflitos aos quais o banco se refere dizem respeito à atuação legítima do Sindicato, durante a Campanha Nacional, em defesa da categoria e por melhores condições de trabalho. Os representantes dos bancários realizaram uma greve forte de 31 dias e combateram os abusos cometidos pelo banco, entre eles as pressões de gerentes regionais para impedir que funcionários aderissem à greve e até mesmo casos de desvio de função, nos quais o Itaú obrigou trabalhadores a realizar cobranças a clientes pessoalmente, sem qualquer segurança ou treinamento para a atividade.

Este não é o primeiro caso de discriminação do banco contra os representantes dos trabalhadores. Existem registros até mesmo de bancários que, ao completar 30 anos de trabalho na instituição, não tiveram o devido reconhecimento pelos anos de esforço e sequer foram convidados a participar da premiação promovida pelo Itaú.

O Sindicato denuncia que esta postura discriminatória vergonhosa, assumida pelo banco abertamente, é uma agressão ao livre direito de atuação dos dirigentes sindicais. Os diretores do Sindicato têm um mandato legítimo e foram eleitos pelos trabalhadores para atuar, diariamente, durante todo o ano, em defesa de seus direitos, no combate ao assédio moral, por mais segurança nas agências e por condições dignas de trabalho para todas e todos.

Diante dos lucros bilionários que o Itaú segue obtendo, tendo chegado a quase R$ 24 bilhões em 2015, é inaceitável que o banco continue se utilizando deste tipo de mesquinharia para atacar os trabalhadores.

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