O banco Itaú obteve um Lucro Líquido Recorrente de R$ 24,879 bilhões, com crescimento de 12,3%, em relação a 2016 e de 0,4% no 4º trimestre, na comparação com os três meses anteriores. A rentabilidade (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado –ROE) ficou em 21,8%, com aumento de 1,5 pontos percentuais em doze meses.

Com o anúncio do balanço, a Contraf-CUT já solicitou ao banco a antecipação do pagamento aos trabalhadores da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), assim como o Bradesco já anunciou que fará.

Para as entidades representativas, diante do lucro bilionário, não há motivos para que o Itaú queira retirar direitos dos trabalhadores ou impor novas regras com base na nova lei trabalhista. Os representantes da categoria seguem cobrando que o banco respeite e valorize seus funcionários e funcionárias, que precisam ser reconhecidos pelos bons resultados.

O balanço mostrou, também, que o Itaú consegue pagar todos os custos que tem com os trabalhadores apenas com as receitas obtidas por meio da prestação de serviços e tarifas bancárias, sobrando ainda 60,2%. Somente com estas receitas, o banco arrecadou R$ 35,8 bilhões em 2017, um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. Enquanto isso, as despesas com pessoal cresceram apenas 4,3%, no mesmo período.

Em 2017, o Itaú fechou 133 agências físicas e abriu 25 agências digitais. Ou seja, fechou, em média, 5 agências físicas para cada agência digital aberta.

Clique aqui para ler a íntegra da análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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