Depois de cobranças do movimento sindical na mesa de negociação, o Itaú anunciou, no dia 5 de junho, a prorrogação do home office dos trabalhadores até o dia 2 de setembro. Anunciado em março, por conta da pandemia do coronavírus (Covis-19), o teletrabalho já abrange cerca de 70% dos trabalhadores da rede e dos departamentos.

A medida vai na linha das discussões entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de priorizar a vida e a saúde dos trabalhadores e seus familiares, evitando um contágio maior da categoria.

Para proteger a saúde dos trabalhadores, as entidades representativas garantiram a prorrogação do trabalho remoto e ainda a manutenção dos empregos, sem mexer nos salários e nos benefícios.

Em Assembleia realizada em maio, bancárias e bancários do Itaú aprovaram o acordo de banco de horas negativo, que garante o emprego dos trabalhadores que estão afastados, sem trabalhar de casa. O acordo prevê ainda abono das horas devidas dos meses de março e abril e ainda desconto de 10% nas horas devidas a partir do mês de maio.

Pelo acordo, a reposição das horas devidas só pode se dar no mês seguinte ao final da quarentena, por um período de 12 meses, limitado a duas horas a mais por dia e apenas nos dias úteis, de segunda a sexta-feira, a ser definido entre o trabalhador e o gestor. Também determina que caso o bancário trabalhe em sábados, domingos e feriados, essas horas não serão consideradas como reposição, portanto, terão de ser pagas como horas extras.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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