O leilão da Lotex, as Loterias Instantâneas da CAIXA, marcado para o próximo dia 29, foi mais uma vez adiado. A expectativa agora é de que ocorra apenas no ano que vem, no mês de fevereiro.

Esta já é a segunda vez que o governo tenta efetivar a venda da Lotex, que integra o Programa Nacional de Desestatização. O adiamento, avalia a representante dos empregados no Conselho de Administração da CAIXA e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, amplia o tempo para a realização de iniciativas de resistência, que já vêm ocorrendo.

“É uma conquista e nos anima a prosseguir com a mobilização contra a privatização. A venda da Lotex representa uma perda imensa para os brasileiros, já que arrecadação é alta e boa parte é investida em programas sociais”, explica.

Só no primeiro semestre deste ano as Loterias CAIXA arrecadaram R$ 6,5 bilhões. Desse valor, aproximadamente R$ 2,4 bilhões foram transferidos para programas sociais nas áreas de seguridade social, esporte, cultura, segurança pública e saúde, correspondendo a 37,6% do total.

O valor mínimo do leilão está estimado em R$ 542 milhões, com a vantagem de o pagamento ser parcelado em até 4 vezes. O governo mantém a decisão de que a CAIXA não deverá participar do leilão. O Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e a Fenae já denunciaram, com base em análise jurídica, que a exclusão da CAIXA do processo contraria o interesse público e a economia popular.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com CA Rita Serrano

 

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