O lucro da CAIXA disparou no terceiro trimestre deste ano, aumentando 72,5% em comparação ao mesmo período de 2010. Entre julho a setembro o banco embolsou R$ 1,3 bilhão. Nos nove primeiros meses de 2011, o resultado acumulado subiu para R$ 3,6 bilhões, alta de 47,6% em relação aos primeiros nove meses do ano passado. Este lucro astronômico é resultado do esforço dos bancários que trabalham sobre pressão,  como também a importância dos programas sociais, como o crédito imobiliário que garante a milhões de brasileiros a realização do sonho da casa própria.

O saldo de empregos também aumentou, com a geração de 1.990 postos de trabalho. Em dezembro de 2010, a Caixa tinha 83.185 empregados, passando em setembro para 85.175.

“Há  muito tempo vimos denunciando que a falta de pessoal  no banco tem causado sobrecarga de trabalho e extrapolação da jornada de trabalho e exigindo que a CAIXA contrate mais trabalhadores. As novas contratações foram frutos da pressão dos empregados. Agora temos que  continuar cobrando para que a CAIXA aumente ainda mais o número de contratações”, afirmou o presidente do Sindicato, Cardoso.

Mais crédito

A carteira de empréstimos e financiamentos do banco público encerrou setembro com saldo de R$ 227 bilhões, evolução de 39,5% em 12 meses. O crescimento foi superior à média do sistema financeiro, cuja carteira se expandiu 19,6% no mesmo período, de acordo com dados do Banco Central.

O grande destaque foram novamente os empréstimos habitacionais, responsáveis por mais da metade da carteira total da Caixa, que subiram 44,2% sobre o terceiro trimestre de 2010, para R$ 141,2 bilhões. Entre janeiro e setembro houve cerca de 776 mil operações dessa modalidade.

Já o crédito para empresas avançou 39,3%, a R$ 38,3 bilhões, enquanto os financiamentos para consumo atingiram R$ 33,2 bilhões, um incremento de 26%.

Os financiamentos com recursos das cadernetas de poupança alcançaram R$ 73,4 bilhões e, nas linhas que utilizam recursos do FGTS, a instituição somou R$ 67,6 bilhões, crescimento de 43,9% e 45%, respectivamente.

O índice de inadimplência da carteira, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, ficou em 2% e se manteve estável ao trimestre anterior.

Outros números

A ampliação da base de clientes também favoreceu o resultado ao aumentar as receitas de prestação de serviços. A CAIXA faturou R$ 3,2 bilhões com serviços no trimestre, um acréscimo de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

O número de contas de micro e pequenas empresas ultrapassou 1 milhão. O número total de clientes atingiu 56,4 milhões, crescendo 8,5%.

Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio alcançou 31,7 %. No final do terceiro trimestre, os ativos totais da CAIXA somavam R$ 507 bilhões.

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