O lucro líquido gerencial do Santander alcançou R$ 3,485 bilhões no primeiro trimestre de 2019, expansão de 21,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Com esse montante, o Brasil passa a contribuir com 29% do resultado global do conglomerado espanhol, bem à frente do segundo colocado: a Espanha, com 16% do resultado global.

As receitas com tarifas e prestação de serviços apresentaram elevação de 9,5%, chegando a R$ 4,529 bilhões nos três primeiros meses do ano. Apenas com essa receita, o Santander cobre 195% do total de suas despesas de pessoal, inclusive PLR.

Mesmo assim, a direção do Santander segue demitindo no Brasil. A filial brasileira encerrou o primeiro trimestre com 48.232 funcionários, o que representa um fechamento de 623 postos de trabalho quando comparado ao mesmo período de 2018.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido do banco atingiu o patamar de 21,1%, crescimento de dois pontos percentuais em relação ao 1º trimestre de 2018.

O banco apresentou crescimento de 8% em suas receitas de intermediação financeira, com destaque para as receitas de operações de crédito e as receitas de câmbio.

Do lado das despesas de intermediação financeira as despesas de captação caíram 3,5% e as despesas com provisão para devedores duvidosos tiveram queda de 2,1%.

A carteira de crédito do banco chegou a R$ 310,714 bilhões no trimestre alta de 10,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No segmento Pessoa Física, o crédito teve forte elevação de 20,1%, com destaque para veículos, cartão de crédito e consignado. A carteira de financiamento ao consumo originada nos correspondentes bancários contratados pelo Santander cresceu 18%. Já no segmento Pessoa Jurídica, o crédito teve queda de 0,3%.

O índice de inadimplência do Santander passou de 2,9% da carteira de crédito, em março de 2018, para 3,1% em março de 2019.

O Santander abriu 28 agências e contava com 2.286 unidades em março de 2019.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com SP Bancários

 

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