A cada ano, banqueiros resistem e mostram intransigência diante das reivindicações da categoria bancária. Porém, os lucros bilionários obtidos pelo setor vêm provando, mais uma vez, que os bancos têm condições de evoluir nos acordos coletivos. Nesta terça-feira, 28, o Itaú anunciou lucro líquido de R$ 4,022 bilhões no terceiro trimestre de 2013, o maior lucro da história do setor para o período segundo levantamento da consultoria Economatica.

O resultado astronômico representa crescimento de 12,25% em relação ao lucro do segundo trimestre, que foi de R$ 3,583 bilhões.

O resultado foi beneficiado pela queda na inadimplência. A taxa de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias ficou em 3,9% no terceiro trimestre, um recuo ante os 4,2% do trimestre imediatamente anterior e os 5,1% do período de julho a setembro de 2012.

No mesmo sentido, as despesas com provisões para devedores duvidosos recuaram para R$ 4,53 bilhões no período, valor 25,8% menor ante igual período de 2012 e 7,6% menor do que no segundo trimestre deste ano.

Outro ponto que chama atenção nas demonstrações financeiras do conglomerado é o aumento da sua receita com tarifas bancárias. O volume passou de R$ 4,3 bilhões no terceiro trimestre de 2012 para os atuais R$ 5,6 bilhões, uma elevação de R$ 1,3 bilhão.

Somente com aumento das tarifas e redução da provisão, o Itaú conseguiu incrementar seus resultados em R$ 3,1 bilhões em apenas um ano. Esse ganho fabuloso mais do que compensou a redução do resultado com intermediação financeira, que é o business central de um banco, e a queda da eficiência.

Bradesco e Santander

O Bradesco, que abriu a safra de balanços de bancos brasileiros na semana passada, registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,082 bilhões no terceiro trimestre, alta de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na última quinta-feira, 24, foi a vez do Santander divulgar o resultado do terceiro trimestre. O banco reportou um lucro ajustado de R$ 1,407 bilhão, uma queda de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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