Com grande choque e consternação, o Brasil recebeu, na noite desta quarta-feira, 14 de março, a notícia do assassinato brutal da vereadora Marielle Franco (PSOL), que exercia seu primeiro mandato na cidade do Rio de Janeiro.

Por volta de 21h30, quando voltava do evento “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, um veículo se emparelhou ao carro em que estava a vereadora. Foram efetuados pelo menos nove disparos, dos quais quatro atingiram a cabeça de Marielle.

O motorista que acompanhava a parlamentar, Anderson Pedro Gomes, também morreu e a assessora foi ferida por estilhaços de vidro. A principal linha de investigação da Polícia Civil do RJ aponta para uma execução.

Quinta vereadora mais votada em 2016, ativista feminista, negra e liderança na favela da Maré, onde cresceu, Marielle Franco representava milhões de vozes caladas diariamente pela injustiça. Seu mandato e sua vida foram marcados pela luta em defesa dos direitos humanos, contra a opressão e a violência policial, pela emancipação das mulheres e pela justiça social. Marielle tinha 38 anos, era socióloga e mestre em Administração Pública.

Há duas semanas, a parlamentar havia assumido a relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Quatro dias antes de sua morte, ela havia denunciado o assassinato de dois jovens e a truculência da polícia durante operações na Favela de Acari, na zona norte do Rio na última semana. Já nesta terça-feira, 13, Marielle questionou, em suas redes sociais, “quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”.

Neste momento de dor, o Sindicato se solidariza com a família, amigos e companheiros de luta da guerreira Marielle Franco. Sua voz e seus ideais continuarão a ser ecoados por todas e todos que lutam pela representatividade política, pelo fim do racismo e da misoginia, pelo combate às ideias fascistas e por um Brasil justo e humano.

Em todo o país, atos são realizados nesta quinta-feira, 15, em memória de Marielle e em denúncia ao genocídio negro. Em Belo Horizonte, a manifestação será realizada a partir das 17h30 na Praça da Estação.

Companheira Marielle Franco, presente!

 

 

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