Como se não bastasse a postura truculenta e autoritária adotada pelo Mercantil do Brasil durantes as manifestações do Sindicato no dia 21 de agosto, o banco impetrou um interdito proibitório na última sexta-feira, 23, para impedir que o Sindicato promova quaisquer atos que ameacem a posse do Mercantil. A liminar, deferida pela 29ª Vara Cível de Belo Horizonte, é um sério ataque ao direito de manifestação dos trabalhadores e às prerrogativas sindicais e será questionada urgentemente pelo Sindicato.

O direito de manifestação e expressão é constitucional e não pode ser tolhido por quem quer que seja, nem mesmo por um Juiz de Direito. A decisão é especialmente grave porque foi proferida por um juiz estadual, o que contraria, inclusive, uma Súmula Vinculante do STF que estabelece a competência da Justiça do Trabalho para o julgamento de ações que envolvam o exercício do direito de greve e as prerrogativas sindicais.

O Sindicato recorrerá da decisão e espera suspender a liminar ainda no começo desta semana.

Para o presidente do Sindicato, Cardoso, esta atitude deixou claro que a direção e a superintendência de RH do Mercantil não respeitam seus trabalhadores e estão despreparadas para estar à frente de um banco. “A manifestação é um direito de todos. Nem mesmo a onda de protestos do mês de junho parece ter acordado o Mercantil, que agiu com covardia e truculência ao colocar a Polícia Militar na entrada do banco para obrigar trabalhadores a entrarem no prédio. O Sindicato caçará o interdito, que é um instrumento do período da ditadura, e voltará para a frente do banco”, afirmou.

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