O Mercantil do Brasil pagou, nesta quarta-feira, 20, a segunda parcela e o adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) própria a seus funcionários. Porém, apesar de toda a pressão dos trabalhadores, o banco continua remunerando os bancários de maneira desigual, esquecendo-se que seus resultados são frutos do trabalho de toda a equipe, o que tem gerado insatisfação entre funcionários que se sentem desvalorizados.

Em 2012, o lucro registrado pelo Mercantil foi de R$ 55 milhões. O número poderia ser ainda maior se não fosse o superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos, prática comum entre os bancos para mascarar seus resultados e reduzir as participações pagas aos trabalhadores.

Além disso, em seu discurso, o vice-presidente do Mercantil , André Brasil, tentou se apropriar da isenção do Imposto de Renda sobre a PLR, que foi uma importante conquista, fruto da luta dos bancários da base dos sindicatos cutistas, como se a mesma fosse uma vantagem oferecida aos trabalhadores sem que fosse necessária sua constante cobrança e mobilização.

Para o funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, Marco Aurélio Alves, o alto provisionamento é uma prática abusiva que prejudica os bancários. “O banco não pode usar deste truque para mascarar resultados e reduzir os ganhos dos trabalhadores. Exigimos mais transparência nas contas de redução de despesas”, ressaltou.

Já o funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, Vanderci Antônio da Silva, afirmou que o banco tem condições de valorizar mais os trabalhadores. “Apesar do descaso, o Sindicato tem exigido melhorias e não faltam propostas para que os funcionários sejam mais valorizados dentro do banco”, afirmou.

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