Foto: Jailton Garcia – Contraf-CUT

 

A reunião entre a Contraf-CUT e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada nesta quarta-feira, 20, em São Paulo, terminou com a criação de um grupo de trabalho para discutir uma pesquisa sobre os serviços médicos dos bancos, tema que tem causado inúmeros conflitos e dificuldades para os bancários.

A pesquisa se propõe a avaliar a efetividade do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), regulamentado pela Norma Regulamentadora (NR) 7 do Ministério do Trabalho e Emprego e previsto na cláusula 67ª da CCT 2016/2018, que tem como foco central políticas de prevenção.

Os trabalhadores reivindicam um processo mais completo e mais avançado de avaliação do PCMSO. Para isso, o objetivo é criar um questionário que contemple um diagnóstico mais amplo dos procedimentos dos serviços médicos, possibilitando que se construa propostas de prevenção.

Em maio de 2017, o Comando Nacional entregou para a Fenaban uma proposta de questionário com 21 questões. Com o objetivo de alcançar o consenso entre as partes, os bancários propuseram a criação de uma comissão técnica para aprofundar os conceitos das questões do formulário.

Para os representantes dos bancários, o alto nível de adoecimento da categoria é um importante indicativo de que os serviços médicos dos bancos não funcionam conforme o seu propósito, que é de prevenir doenças e acidentes do trabalho. Os trabalhadores cobram a participação dos bancários nas políticas de saúde no ambiente de trabalho.

Sendo assim, o objetivo da comissão é conseguir analisar as causas do adoecimento da categoria e propor políticas preventivas, dando passos concretos no sentido de garantir a preservação da saúde dos bancários e extinguir os riscos do ambiente de trabalho.

A próxima reunião, prevista para novembro, terá como pauta principal o debate sobre a clausula 67, que trata da causa dos afastamentos dos bancários.

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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