A extensão do atendimento psicológico e de segurança aos familiares de bancários vítimas de sequestro foi a principal reivindicação apresentada pelos representantes da categoria durante a mesa bipartite de segurança com a Fenaban. A negociação foi realizada nesta segunda-feira, 18, na sede da Federação dos Bancos em São Paulo.

Na mesa, os trabalhadores lembraram que muitos bancários que são vítimas dessa modalidade acabam ainda sendo demitidos. Foi cobrado dos bancos que tenha fim este tipo de penalização e a Fenaban se comprometeu a negociar as reivindicações apresentadas durante a Campanha Nacional dos Bancários.

Os representantes dos bancos apresentaram, também, dados sobre roubos a agências e postos de atendimento no primeiro semestre. Segundo eles, houve apenas 212 ações criminosas contra estabelecimentos financeiros.

Os dados não foram debatidos com os representantes dos trabalhadores, que criticaram a falta de informações complementares. A Fenaban não informou, por exemplo, os locais de maior incidência de violência. Os bancários destacaram também o fato de a Fenaban não contabilizar ações como as “saidinhas”, que são fruto da falta de vontade dos bancos em implantar medidas de segurança nas áreas dos caixas automáticos, como biombos e divisórias que impeçam a visão do tipo de transação que está sendo realizado.

A Campanha Nacional de 2012 conquistou a concretização de um projeto-piloto em cidades pernambucanas, determinando que cada agência tenha pelo menos dois vigilantes, biombos entre os caixas e a fila, e portas giratórias com detector de metal, incluindo agências de negócios e as localizadas em shoppings. Com isso, entre agosto de 2013 e agosto de 2014, houve redução de 50% nos roubos a unidades.

Os representantes dos bancários cobraram o retorno das comissões bipartites entre o movimento sindical e os bancos para negociar avanços na área de segurança em agências de todo o Brasil.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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