Foto: Guina Ferraz

 

As mesas temáticas previstas no Acordo Coletivo dos Funcionários do Banco do Brasil (ACT) 2018/2020, assinado com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – (Contraf-CUT) foram instaladas nesta segunda-feira, 26. Os temas são saúde e segurança no trabalho, teletrabalho e escritórios digitais e entidades patrocinadas de bancos incorporados.

O Sindicato participou da reunião representado pela diretora Luciana Bagno, que é a representante de Minas Gerais na mesa de negociação com o banco. O diretor Wagner Nascimento também esteve presente, como coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Saúde e condições de trabalho

O BB apresentou informações referentes aos casos de retorno de licença-saúde e de retorno ao trabalho nos casos de cancelamento de aposentadoria por invalidez.

Os representantes dos funcionários questionaram sobre os problemas que vêm ocorrendo nesses retornos, apontando situações apuradas nas bases de todo o país e que serão analisadas na busca de soluções.

Para a próxima mesa de saúde, será feita uma apresentação detalhada do programa de retorno ao trabalho dentro do BB.

Teletrabalho

O banco fez uma apresentação do programa piloto de teletrabalho que está em implementação no banco. Foi informada a quantidade de funcionários no programa, os critérios, as áreas envolvidas e os diversos tipos de teletrabalho.

Os representantes dos bancários questionaram o BB sobre a questão da segurança no trabalho, ergonomia, jornada de trabalho e as formas de contato com os funcionários em home office.

Os sindicatos também questionaram o modelo de representação e atuação junto aos funcionários em teletrabalho, para que os mesmos não fiquem desassistidos, tanto em relação à representação sindical quanto à assistência social, via acompanhamento das condições de saúde periodicamente.

O assunto será mais aprofundado no decorrer das outras reuniões.

Bancos incorporados

A mesa de bancos incorporados começou com um debate sobre delineamento dos temas que serão debatidos, sendo o acesso aos benefícios o primeiro assunto quer será abordado e detalhado.

Negociação permanente

A Comissão de Empresa cobrou a solução de problemas na recente reestruturação das Unidades de Apoio, na reestruturação do setor de atacado em Campinas e na migração do setor de pagamento e recebimento das agências Setor Público para o PSO. Foi também iniciado um debate sobre GDP (processo de avaliação pessoal), que será feito ao longo da vigência do acordo, conforme acertado durante a negociação na Campanha Nacional.

Os trabalhadores também questionaram o banco sobre a implantação da possibilidade de redução do horário de almoço e o BB confirmou que os testes no sistema já se iniciaram. O prazo até o final de novembro está mantido.

Cassi

Os representantes dos funcionários cobraram do banco o restabelecimento da Mesa de Negociação da Cassi, considerando que foi apresentada uma proposta de consenso das entidades. O documento foi elaborado com auxílio e análise técnica da diretoria da Cassi, inclusive com os técnicos da área financeira que são indicados pelo banco.

A Contraf-CUT afirmou que sempre teve interesse de negociar uma proposta para sustentabilidade da Cassi e que a discussão na mesa com os cindicatos e demais entidades representativas é a melhor forma de se chegar a um entendimento.

Defesa do Banco do Brasil e dos funcionários

A Comissão de Empresa fez uma defesa do papel do Banco do Brasil e também dos seus funcionários, considerando as notícias e especulações veiculadas na imprensa sobre o futuro governo e a nova direção do BB.

Os representantes da categoria destacaram a campanha em defesa dos bancos públicos e os debates feitos em audiências nas diversas casas legislativas em todo o território nacional, demostrando a importância do Banco do Brasil para o desenvolvimento do país.

Os trabalhadores afirmaram também que a defesa dos processos seletivos, apresentada constantemente pelos sindicatos, é uma forma de proteger os trabalhadores e a instituição de interferências externas.

Próximas mesas temáticas

A mesas temáticas terão calendário trimestral de reuniões e a próxima rodada está agendada para o final de fevereiro de 2019.

No mês de janeiro, será feita uma reunião para apresentação e debate sobre a ampliação das praças da Unidade de Varejo (UNV) e as consequências do novo modelo para os funcionários das agências.

Para Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a implantação das mesas temáticas e seus debates são de extrema importância para os funcionários do BB. “Várias das melhorias nas relações de trabalho, no nosso acordo coletivo e nos processos do dia a dia, foram conquistadas a partir de discussões em mesas temáticas com as áreas técnicas do BB. Por isso, a instalação dessas mesas, além de cumprir o acordado no ACT, propicia ampliar o nosso leque de discussões. O tema teletrabalho é um assunto bastante novo no ambiente do BB e precisamos nos assegurar sobre a efetividade da sua implantação, bem como da proteção aos funcionários do que tange às condições de trabalho e seus direitos, por exemplo”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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