Apesar de ter alcançado um lucro líquido de R$ 14,043 bilhões em 2012, conforme foi divulgado nesta terça-feira, 5, o Itaú segue negligenciando os investimentos em segurança e demitindo funcionários.

De acordo com o Dieese, apenas no último ano foram fechados 7.935 postos de trabalho, o que representou redução de 8,08% do quadro. Desde março de 2011, o número é de 13.699 postos a menos. Já os investimentos em segurança no ano passado representam apenas o equivalente a 3,64% do lucro líquido, o que demonstra o descaso do banco com seus funcionários, clientes e usuários.

O lucro do Itaú foi o segundo maior já verificado no setor no Brasil e teria sido ainda maior se o banco não utilizasse a manobra contábil de superdimensionar as provisões para devedores duvidosos (PDD), que apresentaram um crescimento de 20,66%, passando de R$ 19,9 bilhões em 2011 para R$ 24,025 bilhões em 2012.

Enquanto isso, a taxa de inadimplência real de dezembro de 2012 diminuiu 0,1 ponto percentual em relação a dezembro de 2011. Na comparação de dezembro em relação a setembro de 2012 a variação foi de -0,2 ponto percentual.

Para o funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Ramon Peres, a prática do superdimensionamento das provisões serve para mascarar os resultados. “Mais uma vez, o Itaú realizou um aumento injustificável em suas provisões para devedores duvidosos. Essa verdadeira ‘mágica’ utilizada pelo banco reduz o lucro líquido e serve para justificar seus abusos, como a falta de investimentos e o corte de milhares de postos de trabalho”, afirmou.

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