Apesar do lucro de R$ 5,9 bilhões no primeiro semestre de 2013 – o maior da história do banco neste período-, o Bradesco fechou 2.580 postos de trabalho nos últimos 12 meses, sendo 1.434 somente no primeiro semestre deste ano de acordo com análise do Dieese.

Com o fechamento dos postos de trabalho, o número total de empregados do banco em junho de 2013 foi de 101.951, o que representa uma queda de 2,5% no quadro de funcionários. As despesas de pessoal cresceram apenas 5,5% em 12 meses, o que está abaixo do índice de reajuste dos bancários na última campanha nacional, que foi de 7,5%.

Clique aqui para ver os principais dados do balanço, conforme análise do Dieese.

PDD

Mesmo com queda de 0,5 ponto percentual no índice de inadimplência em relação ao primeiro semestre de 2012, o Bradesco aumentou suas despesas com provisionamento para créditos de liquidação duvidosa (PDD). Neste período, as provisões atingiram um montante de R$ 7,083 bilhões, com crescimento de 1,9% em relação a junho de 2012.

A estratégia de superdimensionamento do PDD tem sido utilizada pelos bancos para maquiar os lucros e reduzir os ganhos dos trabalhadores na distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Para o funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato, Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), é inadmissível que o banco continue com este superdimensionamento, que já prejudicou trabalhadores em outros momentos. “Não aceitaremos que os principais responsáveis pelos lucros bilionários do banco sejam novamente prejudicados, principalmente se levarmos em conta que o Bradesco  só paga a PLR estabelecida na Convenção Coletiva de Trabalho e não tem um programa próprio de remuneração. O PDD pode até ser legal, mas é uma estratégia imoral praticada pelos grandes bancos. Com o lucro recorde, o Bradesco tem totais condições de avançar em relação à nossa minuta específica que foi entregue ao banco em abril deste ano e está em negociação”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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