Foi realizada, no dia 26 de março de 2014, reunião entre o Ministério Público do Trabalho, Sindicato dos Bancários de BH e Região e o Banco Mercantil do Brasil, sobre a ação PAJ 00052.2004.03.000/1, da Lei Estadual 12.971 de 27/07/1998 que prevê a instalação de dispositivos de segurança nas agências e nos postos de serviços das instituições bancárias e financeira. A ação foi transitada em julgado, com a condenação do Banco Mercantil do Brasil, que agora propõe um acordo junto ao Ministério Público do Trabalho.

O Sindicato, através dos diretores Marco Aurélio e Vanderci Antônio e da Assessoria Jurídica presentes à reunião, denunciou a insegurança dos Bancários do Mercantil do Brasil no abastecimento de numerário dos terminais de auto atendimento, ATMS, que são realizados pela parte da frente do equipamento, expondo clientes e trabalhadores ao risco iminente de assaltos ou sequestros. O Sindicato exigiu do Banco a troca destes equipamentos, mesmo que de forma gradual, por outros com abastecimento pela parte de trás, mantendo o sigilo dos funcionários responsáveis pela operacionalidade das máquinas. O Sindicato também exigiu que o Mercantil do Brasil apresente um cronograma para implementação das mudanças propostas para as futuras e atuais agências do banco.

Para o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Marco Aurélio Alves,  a segurança nas agências e postos de serviço é principalmente, um dever dos Bancos que não devem medir esforços para alcançá-la “O abastecimento dos terminais de auto atendimento, (Atms) como é feita hoje é um risco para os trabalhadores do Mercantil do Brasil responsáveis pelo manuseio do equipamento, para clientes e usuários. Por isso, exigimos do banco a troca, mesmo de forma gradual, das máquinas com alimentação pela parte frontal por equipamento com alimentação de numerário pela parte traseira e também estudos para diminuição de risco nestas operações”, afirmou.

Já o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Vanderci Antônio da Silva, destacou que  Sindicato já havia solicitado ao  Mercantil a resolução do problema. “O banco, no entanto, alegou  que está dentro da legalidade, pois, não há legislação específica sobre o reabastecimento nos terminais eletrônicos. O que nós queremos reafirmar é que mesmo não havendo uma legislação específica, a preservação da integridade física e mental dos trabalhadores devem estar acima de qualquer lucro”. ressaltou.

Nova reunião entre o Sindicato,  Ministério Público do Trabalho e Mercantil do Brasil está agendada para o  próximo dia 29 de abril para dar continuidade à discussão do assunto.

 

 

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