A campanha de mobilização dos funcionários do Banco do Brasil contra o plano de funções comissionadas e as arbitrariedades da direção do BB forçou a instituição a marcar uma reunião para discussão com os trabalhadores para o próximo dia 9 de abril, em Brasília. O agendamento ocorreu nesta terça-feira, 26, durante a segunda reunião da Mesa Temática de Ascensão Profissional e Comissionamento, na capital federal, na qual esteve presente o funcionário do BB e diretor do Sindicato, Wagner Nascimento.

O Sindicato tem realizado diversas ações para protestar contra o novo plano de funções do Banco do Brasil. No dia 20 de março, definido como Dia Nacional de Luta contra o novo plano, foi paralisada a agência Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte.

Em fevereiro, os funcionários do BB já haviam aprovado, em assembleia, ação coletiva do Sindicato contra o Plano de Funções e, no dia 20 do mesmo mês, foi realizada manifestação em frente ao prédio do Banco do Brasil na rua Rio de Janeiro, também na região central de Belo Horizonte.

Com a implantação do novo Plano de Funções, cerca de 22 mil funcionários podem optar por manter os cargos de oito horas ou reduzir suas jornadas para seis horas. No entanto, o banco está reduzindo salários dos funcionários que optam pela redução da jornada.

Para o funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato, Wagner Nascimento, a reunião marcada é fruto da grande mobilização e das atividades dos últimos dias. “Para mudar o que prejudica os funcionários no plano de funções, será necessária ainda mais organização dos funcionários e paralisações por todo o Brasil. A Diretoria de Pessoas do BB tenta convencer os bancários de que o plano não traz prejuízos, o que só causa confusão nos trabalhadores”, afirmou.

Com a análise dos contracheques, os próprios funcionários poderão conferir os prejuízos causados pelo plano. “Basta aos bancários comparar seus contracheques de janeiro com os de fevereiro para comprovar que o valor dos adicionais de função foram reduzidos, assim como a gratificação semestral. Além disso, surgiram complementos para quem não tinha, o que traz prejuízo financeiro presente e futuro a todos os cargos”, explicou Wagner.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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