No décimo quinto dia de greve, se ampliou ainda mais e cerca de 64% das agências, departamentos e centros administrativos da base de BH e Região paralisaram suas atividades. A greve continua forte em Minas Gerais e em todo o Brasil para pressionar a Fenaban e exigir a reabertura das negociações.

 

Fotos: Patrícia Penna

 

Nesta quinta-feira, 3 de outubro, os bancários se concentraram, a partir das 11h30, em frente a agência do HSBC, na rua Alagoas, 1.029, esquina com avenida Cristóvão Colombo, na Savassi, onde foi instalada a Porta do Inferno para denunciar a condição infernal vivida pelos funcionários. No mesmo local, às 13h, foi realizada assembleia que decidiu pela continuidade da greve.

 

Os bancários se concentrarão, a partir das 11h30 desta sexta-feira, 4, em frente à agência Horto Florestal da CAIXA, na Rua Pouso Alegre, 2342, no bairro Horto. A assembleia acontece às 13h para decidir os rumos do movimento.

 

O número de agências, departamentos e centros administrativos de bancos públicos e privados com as atividades paralisadas em todo o Brasil continua crescendo a cada dia. Segundo dados da Contraf-CUT, no dia 19 de setembro, o primeiro dia de greve, foram 6.145 dependências paralisadas em todos os estados e no Distrito Federal. Este número cresceu e chegou a 11.156 nesta quarta-feira, dia 2.

 

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada no último dia 19, após aprovação em assembleia realizada no dia 12 de setembro na sede do Sindicato. A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sem aumento real, foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação.

 

Dentre as reivindicações, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

 

A diretora de Cultura do Sindicato, Eliana Brasil, que comandou a assembleia desta quinta-feira, ressaltou o grande envolvimento da categoria na greve que a cada dia ganha mais adesões. “Dá gosto ver a participação dos bancários nas manifestações e assembleias do Sindicato e no trabalho de convencimento que todos estão fazendo junto aos colegas conscientizando sobre a importância de fortalecer ainda mais a nossa greve. Todos sabem que essa é a única forma de pressionar os banqueiros e as direções dos bancos federais a reabrirem as negociações e apresentarem uma proposta que atendam as nossas justas reivindicações”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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