Com o golpe parlamentar selado pelo Senado Federal brasileiro nesta quinta-feira, 12 de maio, as liberdades democráticas, duramente reconquistadas pelos movimentos sociais, foram gravemente atingidas.

Apoiados pelas elites empresariais brasileiras, representadas por uma maioria parlamentar fisiológica e conservadora, os articuladores do golpe têm maioria absoluta para fazer emendas à Constituição ou qualquer outra mudança de leis que queiram, para beneficiar os seus objetivos.

Ao apresentar um programa de governo com o sugestivo nome de ?Ponte para o Futuro? e ao divulgar um ministério sem mulheres, sem negros, sem inclusão e sem nenhum representante das camadas populares, deixam claro para quem irão governar realmente.

Está evidente que, através da grande mídia, tentarão criminalizar os movimentos sociais e desacreditar nossas estruturas sindicais.

É neste cenário que iremos fazer a nossa ?Campanha Nacional dos Bancários? de 2016. Enfrentaremos o governo ilegítimo de Michel Temer, que terá como marca conjuntural a construção de planos para resolver a recessão econômica combinados com a redução de direitos sociais duramente conquistados pelos trabalhadores. Isso significa entregar os direitos duramente conquistados pelos trabalhadores e garantidos na CLT, aos banqueiros, à Fiesp e aos grandes empresários.

Eles já acenaram com a intenção de que querem reduzir desde o horário de almoço às férias, acabar com o 13º salário e reduzir jornadas e salários, demitir sem direitos, e assim rebaixar salários, ampliar o desemprego, retroagindo os ganhos reais obtidos ao longo de uma década.  Além disso, querem entregar e vender o Banco do Brasil e a CAIXA aos banqueiros, privatizando esses bancos e perdendo os instrumentos estratégicos de controle da economia, de combate aos juros abusivos e de acesso ao crédito para as camadas populares.

Mas temos tradição de luta. Bancárias e bancários sempre mostraram a sua capacidade de enfrentamento como uma das categorias mais bem organizadas do país. Temos como trunfo a nossa histórica unidade nacional e a nossa poderosa capacidade de mobilização. Juntamente com vários sindicatos de bancários cutistas e demais sindicatos democráticos do Brasil, vamos organizar a nossa resistência.

Unidos, defenderemos os nossos direitos arduamente conquistados e não permitiremos retrocessos.

Sindicato dos Bancários de BH e Região

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