No décimo segundo dia de greve, continua crescendo a adesão de bancárias e bancários ao movimento. Nesta segunda-feira, 30, cerca de 61% das agências, departamentos e centros administrativos da base de BH e Região paralisaram suas atividades. A categoria mostra sua indignação diante da intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos públicos federais, que até hoje não apresentaram nova proposta para atender as reivindicações dos bancários.

Desta vez, a concentração foi realizada a partir das 11h30 em frente à agência do Santander, na avenida Getúlio Vargas,1245, na Savassi, quando todos compareceram de preto e foi instalada a “Porta do Inferno” para denunciar o ambiente infernal vivido pelos bancários. As 13h, foi realizada nova assembleia que definiu pela continuidade da greve.

 

Nesta terça-feira, 1º de outubro, os bancários se concentrarão, a partir das 11h30, em frente à agência do Banco do Brasil na rua Tamoios, esquina com rua Guarani no centro de Belo Horizonte. No mesmo local, às 13h, será realizada assembleia para discutir os rumos do movimento.

 

O número de agências, departamentos e centros administrativos de bancos públicos e privados com as atividades paralisadas em todo o Brasil continua crescendo a cada dia. Segundo dados da Contraf-CUT, no dia 19 de setembro, o primeiro dia de greve, foram 6.145 dependências paralisadas em todos os estados e no Distrito Federal. Este número cresceu e chegou a 10.633 nesta sexta-feira, 27.

 

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada no último dia 19, após aprovação em assembleia realizada no dia 12 de setembro na sede do Sindicato. A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sem aumento real, foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação.

 

Dentre as reivindicações, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

 

O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou a importância do espírito de luta da categoria neste momento crucial da greve. “O fato de a mobilização ter crescido e a greve se ampliado nesta segunda-feira mostra que a categoria tem consciência de que se não aumentarmos a pressão não dobraremos a resistência dos banqueiros em atenderem as nossas justas reivindicações. Durante a semana vamos paralisar as atividades de mais agências, mais departamentos e mais centros administrativos para mostrar aos banqueiros e às direções dos bancos públicos federais a força da nossa união”, frisou.

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