Fotos: Alessandro Carvalho

Bancárias e bancários entraram no oitavo dia da greve mostrando muita disposição de luta e ampliaram ainda mais a mobilização em todo o Brasil. Nesta terça-feira, 13, as atividades foram paralisadas em 49% das unidades de trabalho da base do Sindicato, que inclui Belo Horizonte e mais 54 municípios de Minas Gerais.

Um ato foi realizado em frente à agência do Bradesco localizada na rua da Bahia, 951, no centro de Belo Horizonte. Além de distribuir materiais informativos para a população e os bancários, o Sindicato promoveu, mais uma vez, a apresentação de esquete teatral da Cia dos Aflitos que apresenta à população, de forma lúdica, os problemas enfrentados pela categoria.

Nesta quarta-feira, dia 14 de outubro, a concentração ocorrerá a partir das 11h em frente à agência do Mercantil do Brasil na rua Rio de Janeiro, 654, esquina com Tamóios, no centro de Belo Horizonte.

A proposta apresentada pela Fenaban no dia 25 de setembro, com reajuste de 5,5% e abono de R$ 2.500, foi considerada desrespeitosa e rejeitada pelos bancários. Além de o reajuste proposto anular os ganhos da categoria em 2013 e 2014, o abono não se integraria aos salários e seria pago uma só vez, com incidência de imposto de renda e INSS.

Vale lembrar que, para o setor bancário, não existe crise e os lucros seguem crescendo. Além disso, enquanto querem impor perdas para seus empregados, os bancos preveem pagar aumentos de até 81% para seus executivos. A remuneração média desses diretores já chega a R$ 419 mil ao mês, totalizando R$ 5 milhões ao ano. Um bancário em início de carreira levaria 210 anos para ganhar o mesmo valor.

“Os bancos tentam se utilizar da crise para impor perdas aos trabalhadores, mas nós já deixamos claro que não aceitaremos este tipo de discurso. A indignação dos trabalhadores fica cada dia mais clara com o crescimento da adesão de bancárias e bancários à greve. Exigimos respeito à categoria e que a Fenaban apresente uma proposta decente para nossas reivindicações”, destacou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Balanço

Na sexta-feira, dia 9 de outubro, cresceu a adesão de bancárias e bancários em todo o Brasil e a mobilizações foram ampliadas nos centros administrativos, onde há concentração de maior número de funcionários. No total 10.818 locais de trabalho paralisaram suas atividades.

Reivindicações da categoria na Campanha Nacional 2015

Reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real).

PLR de 3 salários mais R$7.246,82.

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral.

Fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade, combate às terceirizações e pela ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos.

Pagamento de auxílio-educação para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de vigilantes nas unidades, portas de segurança na entrada do autoatendimento, biombos, abertura e fechamento remoto das agências e fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades, com o fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional.

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