Em ofício encaminhado ao Mercantil do Brasil nesta segunda-feira, 20 de abril, o movimento sindical cobrou do banco a ampliação do prazo do plano de saúde para funcionárias e funcionários demitidos. A demanda surgiu após relatos de trabalhadores demitidos recentemente que encontram dificuldades para marcar consultas e outros procedimentos por causa das restrições impostas pela pandemia.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2018/2020 da categoria estipula prazos limitados de uso dos convênios de assistência médica e hospitalar para os empregados demitidos. Porém, trabalhadores recém desligados do Mercantil do Brasil estão apreensivos, pois podem perder o benefício sem usufruí-lo integralmente por conta de falta de datas para o atendimento.

Diante da situação, o movimento sindical solicitou do banco a extensão de prazos de assistência médica e hospitalar aos empregados recém despedidos, frente à excepcionalidade imposta pelo atual momento.

O diretor do Sindicato e coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil do Brasil, Marco Aurélio Alves, destacou que a assistência médica e hospitalar aos bancários demitidos é mais uma das diversas conquistas do movimento sindical na Convenção Coletiva. Por isso, a reivindicação para ampliação dos prazos para usufruto do benefício nesse momento se faz urgente e necessária para resguardar o direito desses trabalhadores “A pandemia alterou o funcionamento de várias clínicas e laboratórios e os ex-funcionários não estão conseguindo agendar consultas com menos de 60 dias, correndo o risco de perderem o benefício sem usufruí-lo integralmente”, explicou.

Para Vanderci Antônio da Silva, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, o banco deveria saber da dívida que tem com aqueles funcionários que dedicaram anos de trabalho e suor para o crescimento da empresa e que agora precisam de atendimento médico e ambulatoriais dignos e necessário. “O Mercantil tem um grande poder de negociação junto às operadoras de saúde e, se houver boa vontade, consegue atender às reivindicações dos sindicatos para ampliação dos prazos de uso do convênio médico para os ex-funcionários”, afirmou.

Veja, abaixo, o trecho da CCT que trata da assistência para empregados despedidos:

CLÁUSULA 42 – ASSISTÊNCIA MÉDICA E HOSPITALAR – EMPREGADO DESPEDIDO

O empregado dispensado sem justa causa, a partir de 1º.09.2018, poderá usufruir dos convênios de assistência médica e hospitalar contratados pelo banco, pelos períodos abaixo especificados, contados do último dia de trabalho efetivo e determinados conforme tempo de casa, mantidas as condições do plano ao qual se vincula o empregado, respeitadas as situações mais favoráveis.

Vínculo Empregatício com o Banco Período de Utilização do Convênio

Até 5 (cinco) anos – 60 (sessenta) dias
Mais de 5 (cinco) até 10 (dez) anos – 90 (noventa) dias
Mais de 10 (dez) até 20 (vinte) anos – 180 (cento e oitenta) dias
Mais de 20 (vinte) anos – 270 (duzentos e setenta) dias

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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